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ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL

05 - PREFEITOS E VEREADORES ELEITOS APÓS A DITADURA VARGAS ATÉ OS DIAS ATUAIS

 5.1 - Othovarino Duarte Santos
Administração: de 1948 a 31/01/1951
Othovarino Duarte Santos nasceu na localidade de Ferrugem, no Nativo de Barra Nova, distrito de São Mateus. Tomou posse como o primeiro prefeito eleito depois da ditadura de Getúlio Vargas. Era considerado um político sério, mas a prefeitura tinha poucos recursos para a execução de obras.
Vereadores: Salvador Cardoso, Nicanor Motta, Arnóbio Alves de Hollanda, Fidelcino Teixeira de Morais, Zenor Pedrosa Rocha, José Mirabeau Fernandes, Tito Santos Neves, Lauro Conde Rodrigues, Fernando Jogaib, Antenor Nardoto. (Os vereadores não recebiam salários e alguns estavam sempre se ausentando, dando lugar aos suplentes que, muitas vezes, ficavam meses até anos exercendo o mandato. Por isso aparecem mais de nove vereadores na relação.)
Othovarino Duarte Santos foi o primeiro prefeito eleito depois da ditadura de Getúlio Vargas.
Lauro Conde Rodrigues foi o autor do requerimento para a construção da estrada para Guriri.

 

 

5.2 - Zenor Pedroza Rocha
Período Administrativo: 01/02/1951 a 31/01/1955
No final da sua administração o distrito de Nova Venécia emancipou-se do Município de São Mateus. De suas obras em São Mateus se destaca a construção da praça de São Mateus.
Vereadores:  Antonio Carvalho - presidente em 1951, 1953 e 1954
Flausino Belo Cassimiro - vice (pediu licença de 6 meses -assumiu em seu lugar Arnaldo Gomes de Oliveira), Albino Negris - secretário, Domingos Rocha de Oliveira Rios - presidente em 1952, Darcilio Duarte dos Santos, Tito dos Santos Neves, José Daher, Antonio Daher, Nicanor Mota. Antenor Nardoto, Waldemar Correia Henriques, Lauro Conde Rodrigues assumiram interinamente diversas vezes.

5.3 - Roberto Arnizaut Silvares
Período Administrativo: 01/02/1955 a 31/01/1959
Roberto A. Silvares era filho de Américo Silvares e Rita Arnizaut Silvares. Farmacêutico muito querido pelas classes mais humildes, era profundo conhecedor da história do município, inclusive das histórias dos sertões de São Mateus, principalmente em relação aos negros e seus líderes.
Entre os atos do seu primeiro mandato estão a construção do aterro do Nativo de Barra Nova, a ampliação e iluminação do cemitério central, a construção do necrotério, a expansão da Rua Dr. Arlindo Sodré - Centro e a interferência junto ao Governador Francisco Lacerda de Aguiar, em 1956, para que o Ginásio São Mateus, então mantido pela Campanha Nacional de Educandários Gratuitos, fosse encampado ao Estado.
Vereadores:
Alcy Faria Santos, Antenor França, Homero Zordan, José Daher, Otívio de Almeida Cunha, Omyr Leal Bezerra, Wilson Gomes, Othovarino Duarte Santos e Alfredo Motta Filho (Presidente). Miguel Sossai assumiu como suplente.

Roberto Silvares era o farmacêutico dos pobres.

5.4 - Othovarino Duarte Santos
Período Administrativo (01/02/1959 a 31/01/1963)
Em seu segundo mandato construiu a estrada ligando a Pedra D'Água ao rio Mariricu. Construiu a primeira ponte sobre esse rio, no entanto, por serem de madeira, os seus pilares foram corroídos pelo buzano, uma pequena lesma muito comum às águas salobras. Tanto a estrada como a ponte foram consideradas desafios difíceis de serem vencidos devido aos poucos recursos de que dispunha a prefeitura. Para se ter uma idéia, boa parte do barro para o capeamento dessa estrada foi carregada em couro arrastado por junta de bois. Depois Othovarino conseguiu uma pequena caçamba que carregava 4 metros cúbicos de barro, o que lhe facilitou o trabalho. Foi ele que também construiu boa parte da estrada do Nativo.
Vereadores: Alfredo Motta Filho (presidente), Omyr Leal Bezerra, Roberto Arnizaut Silvares, Otívio de Almeida Cunha, José João do Sacramento Júnior, Arnaldo Pinheiro de Morais, Ramos de Oliveira Aguiar, Amocim Leite e João Cypriano de Faria.
Miguel Nicolau Caran assumiu algumas vezes como interino.

5.5 - Roberto Arnizaut Silvares
Otívio de Almeida Cunha (Vice-prefeito)
Período Administrativo: 01/02/1963 a 31/01/1967
No segundo mandato como prefeito de São Mateus, o farmacêutico Roberto Silvares viveu uma grande crise política que culminou com o seu afastamento. Uma de suas ações mais destacadas  nessa gestão foi encampar o Ginásio Comercial "Professor João Pinto Bandeira" ao município.

Vereadores: Amocim Leite, Nicanor Motta, Nicolau Falcheto, Nelson Gomes, Alfredo Motta Filho, José Mirabeau Fernandes, João Cypriano de Farias, Delson Pereira de Aguiar e Altino Gomes da Luz.
Albino Pinheiro da Silva, assumiu interinamente no lugar de Nelson Gomes, em 19/12/63.
Avelino Olirio de Souza, em 10/09/94, assumiu como suplente
Sebastião Sodré assumiu em 30/11/64, substituindo Nicanor Motta por seu falecimento.
Antenor França assumiu como suplente em 21/12/64.

5.6 - Otívio de Almeida Cunha
Assumiu a prefeitura em 08/03/1965 em substituição ao prefeito Roberto Silvares que foi forçado pela Câmara (lei nº 707/65) a renunciar, permanecendo no cargo até o final do mandato.
Em sua administração foi construida a segunda ponte sobre o rio Mariricu, com pilares em concreto armado. Essa ponte foi utilizada até a inauguração da terceira ponte, no dia 16 de janeiro de 1998
No final de sua administração iniciou-se a implantação do Saae - Serviço Autônomo de Água e Esgoto.
Elegeu o seu sucessor, Wilson Gomes, que muito contribuiu na construção da ponte sobre o rio Mariricu, funcionando como encarregado daquela obra.

Otívio de Almeida Cunha é neto do Barão dos Aymorés.
No dia da inauguração da segunda ponte sobre o rio Mariricu, uma multidão foi levada até o local, em procissão com a imagem do padroeiro São Mateus, organizada pelo bispo Dom José.

5.7 - Wilson Gomes
Período Administrativo: 01/02/1967 a 31/01/1971
A construção da ponte sobre o rio Mariricu lhe assegurou a vitória nas urnas. Sua desenvoltura e dinamismo levou São Mateus a experimentar um período de grande desenvolvimento.
Nesse período as prefeituras de todo o Brasil passavam por profundas reformas e recebiam mais recursos. Wilson implantou os serviços de água e esgoto em boa parte da cidade e no distrito de Jaguaré, através do Saae que era gerenciado pela Fundação Nacional de Saúde.
Para modernizar o traçado urbano da cidade, abriu vários becos que transformou em amplas avenidas; colocou calçamento em paralelepípedo em várias ruas e avenidas; abriu a Av. Jones Santos Neves, do Centro da cidade até a BR 101, no Ribeirão; construiu o mercado municipal; construiu, em parceria com a Viação Itapemirim, a Rodoviária e a Praça Mesquita Neto, e realizou outras obras importantes para a infraestrutura da cidade.
Durante o seu governo o município passou a receber energia da Escelsa e a contar com o serviço de telefonia.
Vereadores: Humberto Conde Rios, José de Oliveira Brinco, Murilo Fundão, Francisco Barbosa Sobrinho, Ruy Alves Barbosa, Gerson Amorim, Zenor Quinquim, Pedro Sossai e Antenor França.
Assumiram como suplentes algumas vezes: Altino Gomes da Luz, Aldo de Araujo Fernandes e Clarindo Zanote Altoé.

5.8 - Danilo Pirola Lyrio
Período Administrativo: 01/02/1971 a 31/01/1973
O governo de Danilo Pirola, por ter sido de curta duração - mandato tampão - foi caracterizado por obras de calçamento de ruas e algumas obras no interior do município.
Vereadores: Elizeu Sarlo Marily, Paschoal Brioschi, Alfredo Motta Neto, Murilo Fundão, Altino Gomes Luz, Roberto Arnizaut Silvares, Zenor Quinquim, Crispiniano Ceruti e Manoel Moreira Braga.

5.9 - Amocim Leite
Jackson Mendonça Bahia (Vice-prefeito)
Período Administrativo: 01/02/1973 a 31/01/1977
Foi o primeiro prefeito negro da história de São Mateus. Sua administração foi marcada por obras voltadas para os mais pobres. O seu primeiro projeto de lei encaminhado à Câmara foi um pedido de autorização para comprar um trator de esteira, pois naquela época a população rural era maioria e o atendimento ao interior era precário. O segundo projeto foi para comprar uma ambulância.
Amocim construiu o Pronto Socorro Municipal, com a finalidade de atender a população carente que deixava o campo e iniciava a formação de favelas na periferia da cidade.
A sua condição de semi-analfabeto e negro, numa cidade cujo preconceito racial ainda se mantinha forte, levou as lideranças políticas locais a se posicionarem contra o prefeito.
Mergulhado numa grave crise política, em meados de 1976 a Câmara de Vereadores cassou o seu mandato político, alegando uma série de irregularidades administrativas. (Quando Amocim Leite obteve nas urnas a vitória como prefeito de São Mateus, em 1972, o Brasil vivia o período da ditadura militar. O Movimento Democrático Brasileiro - MDB, era o único partido de oposição ao Governo. Apenas São Mateus e Vila Velha, as duas cidades mais velhas do Espírito Santo, conseguiram eleger prefeitos de oposição, numa época em que pertencer a um partido contrário ao Governo podia trazer sérios constrangimentos de ordem pessoal e familiar, como prisões, perseguições, perda de emprego e até isolamento por parte da sociedade.        
Outro aspecto a ser evidenciado é que a cidade ainda não tinha se livrado totalmente de sua condição escravocrata e o preconceito racial era tão forte que a um negro não era permitida a entrada nos clubes sociais, principalmente no Clube Ouro Negro.)
Amocim tomou posse exatamente nesse clube e foi o primeiro negro a frequentá-lo
.) 
Vereadores: Pedro Sossai, Elizeu Sarlo Marily, Almiro Altoé, José de Oliveira Brinco, Luiz Barbosa dos Santos, Manoel Moreira Braga, Antonio Carlos Sossai, Humberto Cardoso e Antonio Costa Leal.  
5.10 - Jackson Mendonça Bahia
Assumiu a prefeitura na metade do ano de 1976, em substituição ao prefeito Amocim Leite, afastado por ato da Câmara. Deu prosseguimento às obras do seu antecessor, concluindo o Pronto Socorro e o calçamento de algumas ruas e avenidas.

5.11 - Gualter Nunes Loureiro - Tulio Pariz (vice-prefeito)
Período Administrativo: 01/02/1977 a 31/01/1981
A eleição do prefeito Gualter Nunes Loureiro, um grande proprietário rural de São Mateus, foi articulada pelas lideranças das comunidades católicas, principalmente as rurais, que motivadas por um forte trabalho da Igreja, que tentava organizar politicamente o povo, se mobilizaram em função do seu nome para melhor estruturar o município.
Gualter conseguiu moralizar o nome da Prefeitura que não tinha nenhum crédito junto à população e também ser respeitado em todo o Estado, apesar de estar no Movimento Democrático Brasileiro - MDB, partido de oposição ao Governo Estadual e Federal.
A Prefeitura passou a contar com uma estrutura administrativa organizada (contabilidade, setor pessoal, setor de compras, cadastro de imóveis, gabinete, etc) e um serviço de atendimento público eficiente, com máquinas e caminhões fazendo estradas no interior, calçamento de ruas no centro, implantação de redes de esgoto na zona urbana, implantação de serviços de água tratada no interior, ampliação do loteamento de Guriri
com implantação das redes de energia elétrica naquele balneário, construção de pontes, estradas e terreiros de café no interior e outras obras de muita importância para o desenvolvimento do município.
Prestava contas da administração às comunidades, todos os anos e se reunia com elas para elaborar o orçamento municipal.
Não andava em carro oficial e deixou a prefeitura sem nenhuma dívida, pagando inclusive o INPS (atual INSS) de todos os servidores celetistas. Abriu concurso público para os servidores, recuperou a credibilidade do ensino municipal e durante seu governo foram construidas muitas das escolas rurais de São Mateus.
Ampliou o Mercado Municipal para atender os agricultores e prestou toda a assistência necessária ao desenvolvimento da agricultura do município.
O Governo Federal conseguiu aprovar no Congresso a prorrogação dos mandatos dos prefeitos de então, por mais dois anos. Gualter não aceitou a prorrogação. Assumiu em seu lugar o professor Túlio Pariz, seu vice-prefeito.   
Vereadores: Arnaldo de Aguiar Bastos, Domingos Sávio Pinto Martins, Manoel Moreira Braga, Lizete Conde Rios Cavalcante (Em 24 de Junho de 1979, com a morte da vereadora Lizete Conde Rios Cavalcante, assumiu em seu lugar Luiz Barbosa dos Santos. Outra substituição aconteceu quando o vereador Arnaldo Aguiar Bastos renunciou ao mandato, tendo em vista o seu ingresso na Defensoria Pública. Em seu lugar assumiu Jonas Bastos.), Sérgio Beltrame, Zoel Bonomo, Oziris Carlos Pancini, Waldemar Rosa e Marlusse Pestana Daher.
5.12 - Tulio Pariz
Período Administrativo: (01/02/1981 a 31/01/1983)
Túlio Pariz era professor em Jaguaré, o distrito mateense de maior desenvolvimento, na época.
Ao assumir a Prefeitura deu prosseguimento ao trabalho do seu antecessor, Gualter Nunes Loureiro, inclusive deixando permanecer o mesmo secretariado.
Durante a sua administração aconteceu a emancipação de Jaguaré.
Em São Mateus, deixou como marca a construção do Ginásio Municipal de Esportes, a abertura da Av. José Tozzi no trecho entre a Av. Jones dos Santos Neves e a Rua da Liberdade e outras obras de calçamento de ruas na zona urbana.
No seu governo contribuiu para a construção do prédio da Delegacia de Polícia, obra realizada sob a coordenação do Tenente Roberson Maia, que também era o delegado de Polícia e supervisão do promotor de Justiça, Dr. José Adalberto Dazzi.)
Houve prosseguimento no trabalho de estruturação do ensino e grande apoio ao movimento cultural de São Mateus.
Foi iniciada em seu governo a programação "Verão Guriri", com shows de artistas da terra e atividades esportivas.
Na inauguração do Ginásio de Esportes foi apresentado o show da cantora Elba Ramalho.
5.13 - Amocim Leite
Wallas Batista de Oliveira (vice-prefeito)
Período Administrativo: 01/02/1983 a 31/12/1988
Eleito pela segunda vez prefeito, Amocim Leite foi obrigado a enfrentar como adversário o seu próprio vice-prefeito, Wallas Batista de Oliveira.
Nesse mandato, destaca-se o início da Restauração do Porto, com a recuperação dos casarões geminados que foram adaptados para o funcionamento de uma escola naquele bairro. Essa obra foi executada com recursos da própria municipalidade.
Também nessa administração Amocim adquiriu e reformou o prédio onde funciona, atualmente, a Prefeitura Municipal.
Com pouco mais de dois anos de governo a Câmara Municipal novamente afastou o prefeito Amocim, empossando em seu lugar o seu vice.

5.14 - Wallas Batista de Oliveira
Com o afastamento do prefeito eleito Amocim Leite pela Câmara, Wallas assumiu a prefeitura em setembro de 1985, ficando no cargo até 31/12/1988. 
Foi um governo marcado por atitudes extemporâneas. Era bastante visível o seu domínio sobre os outros poderes constituídos no município. Tudo isso, somado à sua atitude autoritária, gerou grande descontentamento popular.
Muitos funcionários foram demitidos e perseguidos, principalmente os que eram ligados ao ex-prefeito.
No seu governo a Prefeitura fez a ampliação do Forum de São Mateus, pagou hotel e restaurante para o chefe do Judiciário local, além de combustível, sob a justificativa que, na época, seus salários eram baixos.
Adotou um sistema de segurança pessoal onde mantinha policiais militares que sempre o acompanhavam.
Com a adoção do Plano Cruzado pelo Governo Federal, em 1986, as prefeituras  passaram a arrecadar mais de 200% do orçamento previsto. Isso permitiu que no ano de 1986 a prefeitura de São Mateus executasse muitas obras. Já no ano de 1987 a receita diminuiu. Mesmo assim ficou muito além da de 1985.
Há de se destacar em seu governo o calçamento de muitas ruas e avenidas, a compra de veículos, a construção de casas para desabrigados, a realização de grandes festas e outras obras.
Apoiou a cultura e o turismo e, implantando uma moderna iluminação na Igreja Velha, realçou a beleza daquele monumento histórico.
A educação teve bom funcionamento. Como destaque nessa área, citamos a construção do prédio da Escola Professor João Pinto Bandeira, cuja obra foi executada, em torno de 40%, durante o seu mandato.
No último ano de seu mandato a receita voltou a ser igual a de 1985, transformando sua administração num desastre, nos últimos meses.
Os funcionários ficaram sem os pagamentos dos meses de novembro, dezembro e 13º salário. A limpeza pública foi suspensa e sua popularidade caiu muito.
Vereadores:
Jorge Mendonça da Silva, Júlio Euclides de Oliveira, Manoel Moreira Braga, Matheus Cunha Fundão e Sergio Beltrame, eleitos pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro;
Antonio Carlos Pirola, Iosana Fundão Azevedo, Luis Barbosa dos Santos e Jorge Correia da Silva, eleitos pelo Partido da Frente Liberal.
Matheus Cunha Fundão foi eleito Presidente da Câmara, para o período de 1983 a 1984. 

5.15 - Pedro dos Santos Alves
Antonio Carlos Sossai (vice-prefeito)
Período Administrativo: 01/01/1989 a 31/12/1992
Pedro dos Santos Alves, o Dr. Pedro, é um médico paraibano que mora em São Mateus há mais de 20 anos e sempre militou na política local. Trata-se de um médico humanitário muito querido pelas classes mais pobres da população.
O seu primeiro e único mandato foi de prefeito, tendo conseguido uma votação expressiva que suplantou o somatório dos votos dos concorrentes. (Na campanha política, disputando contra um candidato apoiado pelo prefeito Wallas Batista de Oliveira, foi obrigado a enfrentar um processo na Justiça Eleitoral, por problemas na formação do diretório, que, por pouco, o deixava fora da disputa.)
Concluiu as obras de construção do prédio da Escola João Pinto Bandeira (60% da obra); pavimentou as avenidas Oceano Atlântico (em Guriri) e Cricaré (do Porto a BR 101 e ao bairro Ponte); pavimentou a rua Sete de Setembro, as ladeiras da Ponte, da Cacique e da Santa Inês, a rua Nova Venécia e transversais, e muitas outras.
Executou um grande programa de saneamento básico em toda a área urbana, destacando-se a implantação dos serviços de água nos bairros Seac, Bonsucesso I e II e a implantação das redes de esgoto nos bairros Mateense e Aviação.
Implantou cerca de 300 km de eletrificação rural no município, em convênio com o Governo do Estado; colocou rede de energia elétrica nos bairros Mateense, Seac, parte do Guriri, Bonsucesso I e II, e em várias ruas de bairros e da sede do distrito de Nestor Gomes.
Construiu o novo cemitério no bairro Aviação.
Construiu a Escola Maria da Cunha Fundão, no bairro Seac; iniciou a construção das Escolas Convergentes do Nativo de Barra Nova e Santa Maria.
No seu governo foi instalado o Serviço de Telefonia em Guriri e implantada a Ceunes;
Implantou vários cursos de 5ª a 8ª séries e de segundo grau, inclusive no interior e foi grande incentivador da cultura local e do turismo. No seu mandato aconteceu a restauração de vários  casarões no Porto de São Mateus (Câmara Municipal, Arquivo, Biblioteca e Secretaria da Cultura, Posto Médico e Mercado Municipal). Foram desapropriados e indenizados três sobrados.
A ocupação desses casarões, restaurados com recursos da Aracruz Celulose S/A, aconteceu nos anos 90/91, contribuindo para a reintegração daquele bairro ao contexto urbano e a elevação da auto-estima dos seus moradores. (A transferência da sede da Câmara Municipal para o Porto e a ocupação de outros casarios como a Biblioteca Pública, o Arquivo Público e a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, esse bairro recebeu melhor tratamento por parte da municipalidade. Foram implantadas redes de esgoto em várias ruas, instalou-se um orelhão, houve melhoria na limpeza pública e na iluminação das ladeiras de acesso e de todo o bairro. Além desses melhoramentos, foi instalado o Posto Médico em um dos casarões do Porto e solicitado a Viação São Gabriel a extensão da linha até aquele bairro.)
O atendimento à saúde pública foi destaque no seu governo, com a implantação de vários postos de saúde e a melhoria do atendimento no Pronto Socorro Municipal.
O serviço de água do Guriri recebeu investimentos que triplicaram sua capacidade. Em São Mateus, com recursos da prefeitura, foi ampliada a Estação de Tratamento de água, duplicando a sua produção.
Vereadores:
Ericson Pessanha Filho, Antenor Malverdi Filho, Waldemar Morais,  Antonio Carlos Pirola, Carlos Sossai Neto e Luis Barbosa dos Santos (Com a morte deste vereador assumiu o em seu lugar Antonio Pereira), eleitos pelo PDT; Antonio Gomes, Manoel Endlich e Agilson Segantine, eleitos pelo PTB; Sebastião Maciel de Aguiar, Geraldo Perim e José Barros, eleitos pelo PT e Jorge Mendonça da Silva, Matheus Cunha Fundão, Wallace Castelo Dutra, José Raymundo de Freitas e Julio Euclides de Oliveira, pelo PMDB;
Presidentes da Câmara:
- Ericson Pessanha Filho, eleito para o período 1989/90
- Matheus Cunha Fundão, eleito para o período 1991/92
Na administração de Pedro dos Santos Alves foi implantada a Ceunes em São Mateus.
5.16 - Amocim Leite  -  Lemoel Luiz de Oliveira (vice-prefeito)
Período Administrativo: 01/01/1993 A 31/12/1996
Tendo em vista as cassações dos seus mandatos anteriores e estando na disputa eleitoral o seu arquiinimigo, o ex-prefeito Wallas Batista de Oliveira, Amocim Leite teve grandes dificuldades em manter o seu nome como candidato a prefeito. (Wallas Batista tinha como candidato a vice-prefeito em sua chapa um outro grande empresário, Carlos Baromeu Lopes (atualmente Rui Carlos Baromeu Lopes), homem de grande trânsito no Poder Judiciário do Estado.)
A disputa eleitoral estava polarizada entre esses dois candidatos e uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral -TRE, cassou a candidatura de Amocim Leite. Porém, para surpresa do seu adversário Wallas Batista, a saída de Amocim da disputa não fazia crescer as intenções de voto do eleitorado a seu favor e sim para um terceiro candidato, o jovem desportista Carlos Alberto Lyrio.
Esse resultado apresentado pelas pesquisas contratadas pelos dois empresários, os deixou preocupados.

Faltando poucos dias para o pleito, uma nova decisão surpreendeu a cidade. Uma liminar do TRE  permitiu o retorno de Amocim Leite como candidato.
O resultado da eleição foi amplamente favorável a Amocim Leite, ficando Wallas Batista de Oliveira em segundo lugar.
Faltando poucos dias para o pleito, uma nova decisão surpreendeu a cidade. Uma liminar do TRE  permitiu o retorno de Amocim Leite como candidato.
O resultado da eleição foi amplamente favorável a Amocim Leite, ficando Wallas Batista de Oliveira em segundo lugar.
Dias antes de ser diplomado prefeito, Amocim Leite e todo o povo de São Mateus foram surpreendidos por uma decisão inusitada do TRE, que decidiu anular o resultado da eleição, diplomando   como prefeito Wallas Batista de Oliveira e como vice-prefeito Carlos Baromeu Lopes, segundo colocados na disputa. (A diplomação de Wallas Batista e Rui Baromeu foi realizada nas dependências do Hill Park Hotel, de propriedade de Carlos Baromeu Lopes.
 -  A lei eleitoral vigente permite a posse do segundo colocado na disputa para o caso do vencedor não tomar posse, desde que o primeiro não tenha alcançado mais de 50% dos votos do eleitorado.)  
Dias antes da posse de Wallas e Baromeu, populares invadiram o prédio da Prefeitura exigindo a posse do prefeito eleito pelo povo.
Diante do apoio de todos os segmentos organizados da sociedade local, o Tribunal Superior Eleitoral concedeu liminar dando posse ao prefeito eleito nas urnas, Amocim Leite, sepultando as pretensões dos dois empresários.
Amocim Leite tomou posse no dia 1º de janeiro de 1993 e cumpriu o seu terceiro mandato de prefeito.
Como obras marcantes de sua administração podemos citar o asfaltamento das ruas do centro da cidade, calçamento da maioria das ruas do bairro Vila Nova, calçamento de algumas ruas em Guriri, Santo Antonio, Sernamby, Boa Vista, Cacique, e outros bairros;
Concluiu a estrada para Barra Nova; implantou vários quilômetros de rede de eletrificação rural;
Fez a ampliação do prédio do Pronto Socorro e construiu unidades de saúde em vários bairros;
Adquiriu vários ônibus no Canadá, para transporte de alunos;
Implantou rede de esgoto nos bairros Aroeira, Seac (inclusive com Estação de Tratamento de Esgoto), Morada do Ribeirão, parte do Bonsucesso II, e outros bairros;
Implantou os interceptores de esgotos retirando os despejos nos córregos de Vila Nova, Malaquias, Abissínia e Ribeirão;
Implantou Serviço de Água Tratada em Santa Leocádia (Km 23), Santa Maria (nova captação) e serviço de esgoto sanitário em Nova Lima (inclusive com estação de tratamento de esgoto);
Substituiu a iluminação a vapor de mercúrio das principais ruas e avenidas da cidade por iluminação a vapor de sódio e realizou outras obras.
O Governo Federal construiu um prédio moderno para o funcionamento do Centro de Apoio Integral à Criança - CAIC, durante o seu mandato.
Vereadores:
Antonio Carlos Pirola, Carlos Sossai Neto, Wallace Castelo Dutra, Jorge Mendonça da Silva, Manoel Endlich, Júlio Euclides de Oliveira,  Matheus Cunha Fundão, Jorge Silva, Valtenir Vinhati do Carmo, Waldemar Morais, Carlos Queiroz, Waldemir Andrade de Santana, Wanderley Marcos Malacarne, Pedro Moreira Lopes, Nilton Polato Barbosa, Laurindo Samaritano e Iosana Fundão Azevedo.
Presidentes da Câmara:
- Antonio Carlos Pirola eleito para o ano de 1993 e reeleito de 1994;
- Carlos Sossai Neto assumiu a presidência em meados de 1994 com a renúncia do Pirola;
- Manoel Endlich eleito para o ano de 1995 e 1996
.

5.17 - Rui Carlos Baromeu Lopes
Adilson Bonomo (vice-prefeito)
Período administrativo: 01/01/1987 a 31/12/2000

 Rui Carlos Baromeu Lopes, natural da Bahia, chegou ao Espírito Santo ainda criança.
Foi o primeiro prefeito a terceirizar o serviço de limpeza pública urbana, que foi considerado o melhor serviço prestado ao público pela Prefeitura, em sua administração.. Era executado pela empresa RR Saneamento e Serviços Ltda.
Na sua administração investiu na melhoria da infra-estrutura dos balneários de Guriri, onde construiu um Portal, implantou uma boa iluminação em 2 km de rodovia e ampliou o abastecimento de água; de Barra Nova, para onde levou energia e Campo Grande, onde foram construídas a estrada de acesso e a rede de energia elétrica (em implantação).
Conseguiu, em parceria com os Governos Estadual e Federal, trazer muitos investimentos para o município como a restauração do Sítio Histórico do Porto de São Mateus (Os recursos para a restauração do Sítio Histórico do Porto de São Mateus vieram do Ministério da Cultura e Esportes  e do Governo do Estado do Espírito Santo, através da Secretaria de Estado da Cultura e Esportes.), término da construção da ponte sobre o rio Mariricu, reforma e ampliação do prédio da Escola Ceciliano Abel de Almeida, reforma do prédios do Posto de Saúde e da Coletoria Estadual, construção de várias escolas e quadras poli-esportivas, implantação de redes de esgoto no bairro Bonsucesso (Os recursos federais utilizados nessa obra foram viabilizados graças às emendas orçamentárias aprovadas no Orçamento da União, de autoria da deputada federal Rita Camata e do deputado federal Adelson Salvador.), construção de casas populares e modernização do Aeroporto.
Vereadores:
Benedito Barbosa Filho, Aguilar Inácio Gaigher e Paulo Roberto Ferreira, eleitos pelo Partido dos Trabalhadores;
Nilton Polato Barbosa e Aguinaldo Bastos, eleitos pelo Partido Trabalhista Brasileiro;
Ademilson Pimentel, Édio Miranda Lisboa e Francisco Botelho Neto, eleitos pelo Partido da Mobilização Nacional;
Wallace Castelo Dutra, Carlos Sossai Neto e Laurindo Samaritano, eleitos pelo Partido da Frente Liberal;
Manoel Pessanha Neto, eleito pelo Partido da Social Democracia Brasileira;
Manoel Endlich, Jorge Mendonça da Silva, Valtenir Vinhati do Carmo, Ailton Cafeu e Lauro Santos Barbosa, eleitos pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro.
Presidente da Câmara:
Francisco Botelho Neto - eleito para o ano de 1997 e reeleito para o ano de 1998; Wallace Castello Dutra / Aguinaldo Bastos, em 1999; e Ademilson Pimentel, em 2000.

(Por decisão da Justiça Eleitoral, os vereadores Wallace Castello Dutra e Lauro Santos Barbosa perderam os mandatos, assumindo as vagas os vereadores Carlos Alberto Gomes Alves e José Ferreira, o José Brasil, respectivamente. Com a perda do mandato do vereador Wallace, a presidência passou a ser ocupada pelo vereador Aguinaldo Bastos.)

 

4.18 - Lauriano Marco Zancanela
Paul

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