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CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO MATEUS - ES

HISTÓRIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO MATEUS

01 - INTRODUÇÃO

A história da Câmara Municipal de São Mateus, no estado do Espírito Santo, teve início quando o Desembargador de Porto Seguro Thomé Couceiro de Abreu elevou a pequena povoação do Rio Sam Matheus à categoria de vila, com o nome de "Villa Nova do Rio de Sam Matheus", em setembro de 1764.
Nesse período foram realizados levantamentos sobre a geografia física da região, contados os moradores e realizadas medições e descrições sobre as terras, as matas, os córregos e rios, inclusive sobre a profundidade do rio São Mateus, desde sua fóz até as primeiras cachoeiras encontradas no sertão.
Apresentamos abaixo um resumo da história da Câmara de São Mateus que é uma das mais antigas do Estado e do Brasil.
A Câmara de São Mateus está localizada à Av. Dom José Dalvit, 100 - Blocos 11 e 12 - Bairro Santo Antônio - CEP: 29941-900  - São Mateus - ES   Telefone: (27)3313-9080  -  Site:
www.camarasaomateus.es.gov.br

Os textos abaixo foram preparados pelo historiador Eliezer Ortolani Nardoto. 

02 - FORMAÇÃO DAS CÂMARAS MUNICIPAIS NO BRASIL

Quando São Vicente foi elevada à categoria de vila, em 1532, teve início a história das câmaras municipais no Brasil.
Somente possuíam câmaras municipais no Brasil Colônia as localidades que tinham o estatuto de vila. Isso era formalizado pelo Reino de Portugal por meio de um ato régio.
A câmara municipal ou câmara de vereadores é o órgão legislativo da administração dos municípios, constituindo-se como uma assembléia de representantes dos munícipes ali residentes.

2.1- As câmaras municipais no Brasil Colônia e no Brasil Império
Naquela época, o exercício do poder das câmaras era muito maior do que atualmente.
Eram as responsáveis pela coleta de impostos, regular o exercício de profissões e ofícios, regular o comércio, cuidar da preservação do patrimônio público, criar e gerenciar prisões, ou seja, uma ampla gama nos três campos da administração pública: executivo, legislativo e judiciário.
No início da colonização brasileira, as câmaras foram muito importantes para consolidação da unidade nacional.
Segundo Boxer (apud Bicalho, 1998)

"entre as instituições que foram características do império marítimo português e que ajudaram a manter unidas as suas diferentes colônias contavam-se o Senado da Câmara e as irmandades de caridade e confrarias laicas." A seu ver, "a Câmara e a Misericórdia podem ser descritas apenas com um ligeiro exagero, como os pilares gêmeos da sociedade colonial portuguesa desde o Maranhão até Macau. Garantiam uma continuidade que governadores, bispos e magistrados passageiros não podiam assegurar".

As câmaras foram órgãos fundamentais de representação dos interesses e dasdemandas dos colonos na sociedade colonial portuguesa e também fundamentais no gerenciamento de boa parcela do comércio, da defesa, das rendas e impostos.
Frente a um perigo ou necessidade mais urgente, na América Portuguesa as câmaras das cidades coloniais, diversas vezes

[...] se reuniram a fim de estabelecer taxas, donativos ou contribuições voluntárias para subvencionar o reparo das fortalezas, a construção de trincheiras ou o apresto de naus guarda-costas contra piratas e corsários. Outras vezes, sobretudo no caso da longa permanência holandesa no Nordeste, os mesmos vassalos eram sobrecarregados com os custos não só de sua própria segurança, mas ainda das demais praças invadidas. (Bicalho, 1998)

A legislação da Coroa Portuguesa visava sempre à garantia de que só fossem eleitos para os ofícios nas vereanças e nos cargos de Ordenanças os “principais” das terras. De acordo com o Alvará Régio de 12 de novembro de 1611, os eleitores deveriam ser selecionados entre "os mais nobres e da governança da terra", prevendo-se que a escolha recaísse sobre a gente da governança ou filhos e netos de quem o fosse, e que provassem ser "sem raça alguma". 
Com o tempo, os comerciantes foram tentando entrar para participar nos cargos de governança nas cidades litorâneas, mas havia reação das oligarquias locais que apresentavam como argumento que

[...] a categoria de "principais da terra" ou "homens principais", como se autodenominavam, ligava-se não apenas às qualidades inatas - como a ascendência familiar ou a "pureza de sangue" -, ou mesmo adquiridas por via econômica e política - o ser senhor de terras e escravos e ter acesso às funções concelhias - mas incorporava ainda os méritos provenientes da conquista, povoamento e defesa da colônia.(Bicalho, 1998

Vê-se que, para ser considerado da "nobreza da terra" tinha que ser de família tradicional, ligada principalmente aos atos de conquista e defesa da terra  em tempos remotos.

Quem sabe se não é por isso que, até nos dias atuais, notamos reação dos antigos moradores das cidades mais velhas em relação aos novos moradores que vão chegando e montando novos empreendimentos, do tipo: Cuidado com esse povo de fora! ... Essa família não é daqui não, é de fora!   

Os comerciantes e outros que não eram considerados “principais” desenvolviam estratégias para se enobrecerem, seja casando-se com filhas da “nobreza da terra”, ou ingressando na carreira militar ou mesmo na carreira eclesiástica.

Com o Brasil independente de Portugal, tornando-se o Império do Brasil, a administração pública foi mais centralizada por meio da Constituição de 1824, diminuindo drasticamente a autonomia de que gozavam as câmaras municipais. A duração do período leligislativo é fixado em quatro anos e o vereador mais votado assumia a presidência da câmara. Não havia a figura do “prefeito”
Com o advento da República, em 1889, as câmaras municipais são dissolvidas e os governos estaduais nomeavam os membros do “Conselho de Indendência”.
Assim, em 1905, criou-se a figura do “intendente” que permaneceu até 1930 que marca o início da Era Vargas.
Na Revolução de 1930 foram criadas as prefeituras que passaram a exercer as funções executivas nos municípios, ficando as câmaras com o papel específico de Casa Legislativa.
No período do Estado Novo – Ditadura de Getúlio Vargas (1937-1945) – as câmaras municipais são fechadas e o poder legislativo dos municípios foi extinto.
Com a volta da democracia em 1945, as câmaras são reabertas e toma a forma atual, com a competências de fiscalizar as contas do município, elaborar a Lei Orgânica, organizar as funções internas para legislar e fiscalizar, nomear logradouros, elaborar leis ordinárias e apreciar aquelas cuja iniciativa prerrogativa do Executivo.

03 - A CRIAÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO MATEUS EM 1764

03.1 - Por que elevar a Povoação de São Matheus à categoria de Villa?

Em 1750, com a subida ao trono de Dom José, foi nomeado secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal.

Pombal foi um dos homens mais importantes da história de Portugal. Com a sua grande visão, realizou grandes reformas políticas e econômicas na metrópole e nas colônias.

Pombal nomeou para Ouvidor Geral da Capitania de Porto Seguro, Thomé Couceiro de Abreu, a quem outorgou poderes plenos para colonizar, catequizar e civilizar os índios, bem como para administrar as minas encontradas em toda a região.
Outro poder que foi outorgado ao Ouvidor Geral foi o de fundar vilas, cuidar da educação dos moradores e incentivar a agricultura para provimento local e comércio com as províncias da Bahia e do Rio de Janeiro, para evitar que os colonos se aventurassem rio acima, pois queria mantê-los longe das minas descobertas na região de Minas Gerais, onde nasce o rio Cricaré. Deveriam ter lucro com a venda dos produtos da lavoura e assim poderiam comprar mais escravos para expansão agrícola, desde que fosse da vila em direção ao mar. (Conf. Registro de Ordens Régias, Livro 4.1758-1765, fls. 198 ss. Lisboa, Arquivo de Marinha e Ultramar)7
O Desembargador Thomé Couceiro de Abreu cumpriu as determinações dessas ordens e mantinha o Marquês informado através de cartas. Dessa troca de correspondência encontramos muitos aspectos da região de São Mateus. No livro História de São Mateus e na "Revista São Mateus 450 anos", da Edal Editora Atlântica Ltda, obras já citadas anteriormente, foram publicadas algumas dessas correspondências. (NARDOTO, 1999. p.33)

3.2- Criação da Villa de São Matheus
O Ouvidor de Porto Seguro, depois de vários levantamentos, entendeu que a povoação reunia as condições necessárias para ser elevada à categoria de Vila e também que sua implantação era necessária como ponto de apoio militar para evitar a entrada de intrusos na região onde haviam descoberto o ouro.
Em 1764 a povoação de São Mateus, que ficava no alto do planalto, já contava com duas ruas ladeando a Igreja matriz: a rua da Direita (atual Rua Barão dos Aymorés), porque  ficava do lado direito da Igreja e a rua Nova da Aldeia (ou Rua de Baixo - atual Rua Dr. Moscoso), do lado oposto. Delas partiam as quatro travessas, que iam até o Córrego da Bica (antes chamado de córrego do Mato), manancial onde os moradores se abasteciam de água para o consumo diário. Nessas duas ruas se dispunham poucas casas de alvenaria, onde moravam os "homens de qualidade", geralmente proprietários de terras. Os outros, de menor poder aquisitivo e prestígio social e político, como os comerciantes e os artífices, moravam em casas de estuque (taipa). Escravos, serviçais e agregados, pessoas mais desprestigiadas, moravam nas travessas.
Por essa época, a Capitania do Espírito Santo estava sendo administrada diretamente pela Coroa Portuguesa. As dificuldades eram tantas - quer pela bravura dos índios em não se sujeitarem, quer pela densidade da floresta - que os donatários, um a um, não conseguiram dar conta de tão árdua tarefa. Bem por isso que o Ouvidor de Porto Seguro elevou a povoação à categoria de Vila, submetendo-a, a partir de então, à Capitania de Porto Seguro, até janeiro de 1823, quando a Câmara de São Mateus aclamou Dom Pedro I Imperador do Brasil, contrariando os interesses do Governo da Bahia que estava dominado pelo General Madeira, comandante das Tropas Portuguesas contrárias à Independênca do Brasil. ("Por portaria de 10 de abril de 1823 da Secretaria dos Negócios do Império ficou pertencendo São Mateus a esta Província (do Espírito Santo) até a decisão da Assembléia, estando desligada pela dita Carta Régia". O limite original entre a Capitania de Porto Seguro e a do Espírito Santo voltou a ser o rio Mucuri, a partir do século XIX, com a interferência do Barão dos Aymorés.)  (A divisa atual do Espírito Santo com a Bahia é o Riacho Doce por acordo estabelecido em um convênio firmado a 22 de Abril de 1926.)

Thomé Couceiro de Abreu, Ouvidor Geral de Porto Seguro, seguindo à risca as instruções do Marquês de Pombal, enfrentou toda espécie de dificuldades e se entregou à tarefa de desbravar a região, informando fielmente a Pombal sobre cada novo acontecimento e aventura. Uma das diligências tomadas por Thomé Couceiro de Abreu  foi estudar o rio Cricaré (Ver NARDOTO, 1999. p. 36-37) em todas as suas potencialidades - profundidade, largura, riquezas naturais - e fazer o primeiro censo demográfico, constatando o seguinte:
Em 1764 habitavam a povoação de São Mateus: 98   casais; 206   filhos de casais; 12 viúvos; 17 filhos de viúvos; 7 viúvas; 15 filhos de viúvas
.

Desse censo não constaram os índios "civilizados", menos ainda os que habitavam as matas, nem os negros escravos, mas apenas os colonos. Nessa época, os administradores da povoação eram o Alcaide Francisco Gomes Sardinha e o Juiz Ordinário, Antônio Rodrigues da Cunha, nomeados para os respectivos cargos pelo Decreto do Conde dos Arcos, Dom Marcos de Noronha.
Para concretizar o ato de criação da Vila, algumas providências burocráticas foram tomadas. A primeira delas foi a nomeação de José da Costa e Silva Pinto para Secretário do Processo administrativo exigido na época para tal fim. Os atos provenientes desse Processo foram publicados, através de editais e conforme o costume, em lugar alto e público, onde todos pudessem ler e tomar conhecimento dos mesmos. Para isso foi escolhido o campanário da Matriz de São Mateus, que era ainda em madeira.
Um desses editais nomeava os cidadãos encarregados da medição do espaço por onde deveria se estender a vila: Juan da Costa Bagundes e Francisco José, foram os encarregados "da agulha", isto é, da bússola e Custódio dos Anjos e Caetano Pereira foram encarregados "da corda", isto é, da trena.
Antes de saírem para a medição, esses senhores, diante de todas as autoridades civis e eclesiásticas ali presentes, juraram sobre o Evangelho que realizariam a tarefa que lhes fora confiada com toda a exatidão, sem acrescentar, nem diminuir. (Ver transcrição do Auto de Medição e demais atos da fundação da Vila de São Mateus, realizados no dia 27 de Setembro de 1764, in NARDOTO, 1999. p. 36-39)

Com a demarcação dos terrenos da Casa de Câmara e Cadeia e a implantação do Pelourinho, símbolo do poder português, ficou criada a "Villa Nova do Rio de Sam Matheus".
A medição e demarcação das quatro léguas em quadra de terras onde seria expandida a vila iniciou-se a 3 de outubro de 1764, partindo da margem direita do rio Cricaré - no sentido leste-oeste.
O primeiro marco foi fincado no sítio pertencente a Domingos da Cunha, local onde se desenvolveria futuramente o porto. O segundo marco, mil braças distante do primeiro, foi fincado no sítio de Lourenço Henriques. O terceiro marco foi colocado no sítio Jabuticabal e o quarto marco, defronte ao sítio de Antônio Francisco, à  margem do rio Jacarandá-de-baixo, sempre a mil braças de distância um do outro. (Conf. Revista São Mateus 450 anos - Edal, 1995, Pág. 29)
Depois de demarcadas as quatro léguas (cada légua mede aproximadamente 6 Km) onde seria expandida a vila, passaram à demarcação das terras destinadas à agricultura.
O marco de granito fincado no Porto de São Mateus é conservado como relíquia da fundação da Vila.

3.3 - A Câmara de São Mateus e a Independência do Brasil

Como São Mateus mantinha compromisso comercial com a Bahia, os mateenses ficaram em situação delicada, pois, mesmo sendo favoráveis à Independência, não queriam colocar-se frontalmente contra o General Madeira de Melo, chefe das tropas portuguesas naquela cidade, contrário à Independência. A Câmara de São Mateus levava em consideração o lucro proveniente  da Bahia com o rico comércio da mandioca. Além do mais, não havia aqui um contingente militar que pudesse defender à força os ideais libertários.
Em conseqüência desse compromisso, somente a Câmara de São Mateus não compareceu à sessão realizada em Vitória a 12 de outubro de 1822, para o juramento solene da Independência e Aclamação de D. Pedro I, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil.
Entendendo tratar-se de um ato de rebeldia, a Junta Provisória da Província mandou um efetivo de vinte homens, sob o comando de dois oficiais, devidamente armados e municiados, a fim de que fossem tomadas as devidas providências. A Força apurou que o levante simplesmente não existia.

Em janeiro de 1823, mais de quatro meses depois de proclamada a Independência, o Comandante das Armas da Província do Espírito Santo, Fernando Teles da Silva, desembarcou em São Mateus, trazendo uma guarnição de mais de quinhentos soldados, para dar garantias aos cidadãos mateenses adeptos da Independência do Brasil.

A recepção festiva demonstrava que as relações com o General Madeira estavam interrompidas, desde a prisão do Coronel Julião Fernandes Leão.     
No porto de São Mateus vários navios estavam sendo carregados com mercadorias que seriam exportadas para a Bahia. As suas cargas foram seqüestradas pelas tropas fiéis a D. Pedro.
Em 21 de janeiro de 1823, a Câmara Municipal de São Mateus reuniu-se para tomar conhecimento dos avisos que o Comandante das Armas da Província trazia para  a população. O Excelentíssimo Comandante das Armas da Província do Espírito Santo, Fernando Teles da Silva, participou da sessão presidida por Bento de Jesus Silvares (juiz presidente), cuja ata foi lavrada  por Manuel Lourenço Fontoura (escrivão da Câmara). Essa solenidade contou ainda com as presenças de José Antonio de Oliveira (juiz ordinário), José Joaquim de Almeida (vereador mais velho), Manoel Joaquim Coutinho de Eça (procurador da Câmara), Padre José Joaquim dos Santos (vigário da Vara), Padre Roque José Guedes (vigário paroquial) e mais de duzentas pessoas de bem residentes na Vila.
Confirmava-se, finalmente, com aclamação festiva, a adesão de São Mateus ao reconhecimento da Independência. Contudo, tornava-se preciso reforçar o Norte da Província contra o Governo ilegal da Bahia. Por isso, a 1º de abril de 1823,  foi criada a Companhia de Infantaria de 2ª Linha, sendo esta composta por um Capitão, um Tenente, dois Alferes, um Primeiro Sargento, dois Segundos, um Furriel, oito Cabos e oitenta soldados e dois Tambores.
Apesar de todo esse esquema de segurança, em maio de 1823, barcos mercantes procedentes de São Mateus foram aprisionados em Salvador, quando transportavam mantimentos para os revoltosos. Eram os portugueses que se encarregavam de suprir-se com farinha de mandioca. Para fazê-lo, mandavam sumacas a São Mateus. Essas embarcações raramente escapavam, sendo capturadas por Lord Alexandre Tomás Cochrane. Calcula-se em torno de doze, o número de apreensões. (Conf. Novaes, pág. 146).          (NARDOTO, 1999. p. 46)

3.4 - Documentos da Câmara de São Mateus sobre a Independência do Brasil

"CÓPIA DA PROCLAMAÇÃO , QUE TEM EM ATO DA CÂMARA DE 21 DE JANEIRO DESTE CONCORRENTE ANO, MANDOU LER O EXCELENTÍSSIMO COMANDANTE DAS ARMAS COM ASSISTÊNCIA DE TODA A NOBREZA E POVO HABITANTES DE SÃO MATEUS

Um prejuízo de educação, ou antes o mais desgraçado fanatismo tem abafado a vossa filosofia, e retardado o vosso grito Santo de Independência ou Morte - e receio de perjurar tem produzido a vossa apatia, em uma causa para a qual todo o Brasil tem concorrido do melhor grado, e todo o homem que quer ser livre se tem prestado com a maior espontaneidade. Seu terror pânico que vos infundia um punhado de facciosos de reconhecidos às vantagens que colheram em nosso terreno demorou até agora neste País a Aclamação do Grande, do Poderoso Constitucional  o Senhor Dom Pedro, em tudo Primeiro, já tendo entre vós Tropas aguerridas que protejam, e defendam os vossos direitos individuais: não são Tropas desconhecidas as que vêm ajudar-vos nessa tão honrosa empresa, são vossos irmãos da Província do Espírito Santo, de quem é filha esta povoação como talvez não ignoreis desde o tempo do Capitão-Mor Antonio de Oliveira Madail, há duzentos anos, que para aqui mandou os primeiros moradores.
Uma Assembléia Legislativa e Constituinte deste rico e vasto império vai cuidar da nossa futura felicidade, para dar-nos luz Saudável, que faça a nossa delícia, a nossa prosperidade; melhor e mais liberal mil vezes, que esse traidor Congresso Lisbonense, que extorquindo de nós um juramento antecipado, por isso mesmo nulo de Direito, teve a ousadia de desnaturalizar seu Augusto Pai, o Senhor Dom João Sexto, para autorizar com sua forçada Assinatura, os Decretos infames, que marcavam, a nossa escravidão. Amanhã se completa o feliz aniversário de Sua Majestade a Imperatriz; não há dúvida outro dia mais próprio para ser solenemente aclamado nesta Vila seu Augusto Esposo, o Imperador, por vós, e por mim que não vem a outro negócio, e que me jacto de ser - Vosso amigo, Vosso Compatriota.
- Fernando Teles da Silva, Comandante das Armas da Província do Espírto Santo - São Mateus 21 de janeiro de 1823. Primeiro do Império".


"CÓPIA DA ATA DA CÂMARA DE 21 DE JANEIRO DE 1823"

 
Ano do Nascimento de Nossos Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e vinte e três, aos vinte e um dias do Mês Janeiro do dito ano nesta Vila de São Mateus, em casas da Câmara dela, onde foi vindo, o Juiz Presidente, e mais oficiais da Câmara, com o Excelentíssimo Comandante das Armas da Povíncia do Espírito Santo, oficiais do seu Comando Clero Nobreza e Povo - em virtudes dos Avisos que se fizeram para o fim de fazer ver, a eles o quanto convém, à Causa Santa e justa da Independência do Brasil, tendo nós por Defensor perpétuo, o Muito alto, e Poderoso Imperador, o Senhor Dom Pedro Primeiro; E nesta Ata mandou o Excelentíssimo Comandante das Armas ler, uma Proclamação depois de lida a qual, propôs os Artigos sobre a forma do Governo Político, e Econômico; Sendo esta a mesma Câmara atual e o Reverendo Vigário da Vara, o Padre José Joaquim dos Santos com o Comandante Militar que nesta ficar e que tudo sendo patente publicamente tanto na Sala das Casas da Câmara, como nas portas da rua das mesmas, todos, unanimemente abraçaram o Causa do Brasil, e que juravam obediência, a Sua Majestade Imperial, o Muito alto, e Poderoso Senhor Dom Pedro primeiro, e a Sua Independência; Nesta mesma Ata determinou o mesmo Excelentíssimo Comandante das Armas que todo aquele cidadão, que maltratar de palavras ou outro qualquer desaguizado, sobre a Causa pública, fosse logo preso e castigado como partidista, e amotinador do sossego público; Na mesma ata determinou a Câmara, que se procedesse o Sequestro a todas aquelas embarcações, que fossem da Cidade da Bahia, e as de outro qualquer porto que não fosse daquela Cidade, e as que somente se achassem a sair para Bahia, fosse sequestrada a sua carga cujo sequestro se não delinearia sem ordem de Sua Majestade Imperial dando-se-lhe depositário, homem chambrego e abonado, do País, e por assim ter tudo determinado, o Excelentíssimo Comandante das Armas, a Câmara, e não ter mais cousa alguma a deliberar mandou fechar nesta ata que assinou o Excelentíssimo Comandante de Armas a Câmara, Clero, Nobreza e Povo, e Eu Manoel Lourenço Fontoura Escrivão da Câmara que o escrevi.
Fernando teles da Silva - Comandante das Armas da Província do ES/ Bento de Jesus Silvares, Juiz-Presidente/ José Antonio de Oliveira-Juiz Ordinário/ José Joaquim de Almeida - vereador mais velho/ Manoel Joaquim Coutinho Eça - Procurador da Câmara/ Padre Jose Joaquim dos Santos pe. Vigário da Vara/ Padre Roque José Gomes, Vigário Paroquial/ com mais 233 assinaturas de pessoas qualificadas desta Vila.


"CÓPIA DA ATA DA CÂMARA DE
22 DE JANEIRO DE 1823"

Aos vinte e dois dias  do mês de janeiro de 1823, nesta cidade de São Mateus, achando-se em ato a Câmara, o Juiz ordinário presidente, Capitão Bento de Jesus Silvares e o Juiz companheiro, sargento-mor José Antônio de Oliveira, vereador mais velho José Joaquim de Almeida Coutinho Lessa, o procurador do conselho, Francisco José da Costa e mais os cidadãos abaixo-assinados, todos convocados para efeito de deliberarem unanimemente sobre a independência do Brasil e o seu primeiro imperador D. Pedro I, regente constitucional e defensor perpétuo do Brasil, embora para isso alguns quererem ordem do governo da Bahia a que esta Vila tem estado sujeita por assim entenderem que era preciso principalmente não tendo esta Vila tropa alguma regular; muitos cidadãos foi a voz dito que o temor não deveria impedir os efeitos da gratidão e do patriotismo do povo e que enquanto antes se deveria aclamar o S.S.R. Imperador Constituicional e defensor perpétuo do Brasil... E sendo assim, aprovado em grandes vivas, chegando à janela da Câmara do Conselho e o Juiz-presidente proclamou em três vezes: "Viva a nossa santa Religião", "Viva a Assembléia Constituinte e Legislativa do Brasil". Os quais vivas correspondeu todo o povo com os maiores gritos de prazer. E a tropa da Capitania tendo dado três descargas, ensarrilhou as armas e todos com a Câmara e o povo entraram na Igreja Matriz a dar graças a Deus com um "te deum". E, como assim se procedeu, assinaram todos este termo, lavrado por mim, Manoel Lourenço Fontoura, escrivão da Câmara desta Vila de São Mateus.

 

Carta da Câmara de São Mateus a
José Bonifácio de Andrada e Silva

"Ilustríssimo Excelentíssimo Senhor

Tendo-se felizmente concluído nesta Vila a feliz e sempre gloriosa Aclamação de Sua Majestade Imperial o Senhor D. Pedro Primeiro, e a Independência do Brasil no fausto dia vinte dois de Janeiro passado aniversário de Sua Majestade Imperatriz.
Esta Câmara com todo prazer vai informar a Vossa Excelência, para ser presente a Sua Majestade Imperial, que apenas se publicou no dia dezenove do dito mês a Proclamação de Sua Majestade Imperial, e apareceram as armas auxiliadoras da Província do Espírito Santo, o Povo, à falta de força sofria ainda o jugo do Madeira, e o Governo opressivo de sua Capital, à Cidade da Bahia. Desenvolveu-se o seu entusiasmo, e patriotismo jurando a sua Independência e Aclamando em altos gritos o seu imortal Imperador perante quem manda por Delegado prestar obediência, e vassalagem. E não querendo jamais estar sujeito a uma cidade rebelde, estabeleceu seu governo político e econômico com imediata às da Província do Espírito Santo e as mais providências constantes dos atos que por cópias juntas oferecendo a Vossa Excelência suplicando aprovação se assim for do agrado de Sua Majestade Imperial, para que o Muito Augusto Senhor seja informado dos motivos que retardaram nesta vila a sua Aclamação convém que lhe sejam presentes as Portarias e Ofícios inclusos do Governo da Bahia, e do Madeira: mas felizmente já se ultimou essa correspondência criminosa. Já o povo de São Mareus com o Destacamento que lhe fica, e Milícias que vai criar tem forças para rebater seus ingressos e desdenhar suas ameaças. Resta pois a esta Câmara rogar a Vossa Excelência em nome do povo que representa, seja de medianeiro para com sua Majestade Imperial a fim de que tomando-o debaixo de sua Alta proteção perdoe aqueles que por ignorantes e temeratos embaraçavam o grito de Independência ou Morte - Deus guarde a Vossa Excelência muitos anos como há míster todo Brasil, e muito especialmente esta Vila: São Mateus em

Câmara de 28 de janeiro de 1823.
Bento de Jesus Silvares
José Antônio de Oliva
José Joaquim de Almeida
Manuel Joaquim Coutinho de Eça
Francisco José da Costa".

 

 

04 - A ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL: DO PERÍODO COLONIAL ATÉ O FIM DA DITADURA VARGAS

4.1- Administração no período colonial

"A princípio a administração era feita pelos próprios moradores que se organizavam para a defesa contra os índios. A Igreja Católica foi muito importante nessa organização pois os padres, além de cultos, tinham muito poder.
A primeira referência a administradores de São Mateus vamos encontrar no século XVIII, com a nomeação de Domingos Antunes Capitão dos Moradores, em 1716.  Depois, de Capitão Mor a Antonio Vaz da Silva, em 3 de Outubro de 1722. Na mesma ocasião a Câmara da Vila de Vitória, a quem São Mateus estava subordinada, nomeou Antonio da Rocha Cardoso para a função de Juiz Vimtenário (juiz encarregado da arrecadação de impostos).
Por volta de 1760, o juiz da povoação de São Mateus, Caetano Rodrigues de Moraes, expulsou o Capitão Mor José da Rocha Cardoso, sucessor do seu pai neste posto e outros vários moradores importantes da povoação. O Capitão se refugiou em Vitória onde pediu providências contra o tal juiz.
Em 27 de Setembro de 1764 a povoação de São Mateus foi elevada a categoria de Villa Nova do Rio de Sam Matheus. A partir desse momento São Mateus passou a contar com a Casa do Conselho, entidade administrativa constituída por vereadores e presidida pelo Juiz Ordinário. Quando tal solenidade aconteceu o alcaide ainda era Francisco Gomes Sardinha." (NARDOTO, 1999. p. 119)

"Durante 59 anos a Vila de São Mateus permaneceu sob jurisdição da Capitania de Porto Seguro. O interesse do Ouvidor Geral e a avidez do Marquês de Pombal pelas riquezas da região foram responsáveis por aquela ingerência. São Mateus desenvolvia-se, então, como o primeiro pólo de riqueza do Espírito Santo, capaz de levar vida autônoma em relação ao resto da Província, numa época que nem Vitória, como sede da Capitania, tinha recursos próprios para sobreviver.
Com a implantação da Casa do Conselho (Câmara) e as atribuições administrativas em mãos competentes, São Mateus conheceu então dias venturosos, tanto em relação à economia, quanto em relação aos seus habitantes, com os índios já dominados e, aparentemente, pacificados." (NARDOTO, 1999. p. 41)

 4.2 -  Administração no período Imperial

"A administração no período Imperial era também de responsabilidade dos vereadores. Em 1823, conforme atas de apoio a Independência, o presidente da Câmara era Bento de Jesus Silvares, o vereador mais velho era José Joaquim de Almeida, o juiz ordinário era José Antonio de Oliveira, o procurador da Câmara era Manoel Joaquim Coutinho Eça, o vigário da Vara era Pe. José Joaquim dos Santos e o vigário paroquial era o Pe. Roque José Guedes.
A partir daqui citaremos os nomes dos administradores pelas informações que nos foi possível encontrar até o momento atual, tendo em vista que nem a Prefeitura e nem a Câmara dispõem de arquivos, o que dificulta muito o trabalho de pesquisa:

Baltazar de Araújo Silva (1826) -Juiz presidente
Vereadores: José Joaquim de Almeida, José Joaquim Fernandes Mota, Manoel José Esteves, Inácio José Esteves, Luiz Antonio dos Santos, Manoel Joaquim Coutinho Eça.
Reginaldo Gomes dos Santos era procurador da Câmara.
Antonio Leite de Barcelos (1827) - Juiz presidente
Domingos Gomes Moreira (1828) - Capitão Mor da Villa de São Mateus
Jerônimo Coutinho (1835) - Procurador da Câmara
Miguel Barbosa de Mariens (Abril de 1836)
José Pedro Rangel (04/07/1836)
Manoel Lopes de Azevedo (1836)
Wenceslau da Silva Bello (1843) - Presidente da Província da Cidade de São Mateus.
Antônio José de O. Pinha (1844) - Procurador da Câmara.
Gaspar Francisco Pereira era presidente em 1847
Antonio Correa Henriques (1850) - Presidente da Câmara.
Vereadores: Caetano Bento de Jesus Silvares, Pe. Manoel Gomes Montenegro, João Bento de Jesus Silvares, Reginaldo Gomes dos Santos e José Monteiro de Morais.
Ten. Cel. Mateus Antonio dos Santos (1861) - Presidente da Câmara [Foi um dos maiores desbravadores dos sertões de São Mateus. Sua principal obra foi a abertura de uma estrada (picada) São Mateus a Santa Clara e Filadelphia (Teófilo Othoni-MG), em 1856] 
José Pereira da Encarnação (1862) - Procurador da Câmara
Ten. Cel. Mateus Antônio dos Santos (1863) - Presidente da Câmara
João Bento de Jesus Silvares  (1864-1865) - Presidente da Câmara (Tinha patente de Major e era fazendeiro. Não deixou descendentes, mas, juntamente com a sua consorte criou e educou muitas pessoas, encaminhando-as para a vida.)  
Sabino João de Oliveira (1866) - Presidente da Intendência [Era mulato, sergipano. Foi o primeiro tabelião do Cartório do Registro Geral (Cartório do 1º Ofício - Arnaldo Bastos). Como abolicionista abrigava no porão de sua casa escravos sexagenários que os proprietários insistiam em manter cativos.)
Antonio Joaquim Gomes (1869) - Presidente da Intendência
Ten. Cap. Sebastião Barbosa (1871) - Presidente da Câmara (Era também conhecido pelo apelido "Sebas", abreviatura de Sebastião. Trabalhou como Distribuidor do Cartório do 1º Ofício com o tabelião Licínio Bastos, sucessor de Sabino João de Oliveira.) 
João J. Cauvi Campos (1875) - Presidente da Câmara
Lourenço Bernardo Vieira (1876) - Presidente da Câmara
Ricardo José da Cunha (1880) - Presidente da Câmara
Sebastião José Barbosa (1881) - Presidente da Câmara
Antonio José de Oliveira Pinha (1883) - Procurador da Câmara
Graciano dos Santos Neves (1886) - Presidente da Câmara; Olindo Antonio dos Santos foi o vereador mais votado neste ano.
Benigno Cosme Mota (1889) - Presidente da Câmara. Era mulato. Foi arquivista da Intendência (prefeitura), guarda-livros (contador) e comerciante.

 
4.3 - Administração no Período Republicano

Belizário Cavalcante (1890) - Presidente da Intendência. Era pernambucano, de família tradicional daquele Estado.
Joaquim Almeida Fundão (1891) - Presidente da Câmara; Leonel Fundão - vereador
João dos Santos Neves (1892) - Presidente da Câmara e Benigno Cosme Mota, vereador
Mateus Gomes da Cunha (1893) - Presidente do Governo Municipal (Era irmão do Barão dos Aymorés. Recebeu o título de comendador e coronel da Guarda Nacional. Sua fama não era boa por ser considerado um devasso.)

Manoel Coutinho de Eça (1895) - Presidente da Câmara.
Joaquim Monteiro de Morais (1894) - Presidente da Câmara. Conhecido como Quincas Morais, trabalhava para o coronel da Guarda Nacional, Domingos Rocha da Silva Rios.
João dos Santos Neves (1898) - Presidente do Governo Municipal (Os irmãos Santos Neves vieram da Bahia para São Mateus. João casou-se com Rita Cunha, irmã do Barão de Aymorés. Não tiveram filhos. Graciano casou-se com Constância, outra irmã do barão. Graciano Neves Filho, filho deste casal, foi deputado federal e governador do Espírito Santo. José casou-se com Ana Correia. Dos filhos de José e Ana Correia, Jones dos Santos Neves foi governador e senador pelo Espírito Santo; Manoel Santos Neves foi juiz em São Mateus e desembargador; Hermes dos Santos Neves foi prefeito de São Mateus. Eugênio dos Santos Neves era comerciante em São Mateus.)
Arlindo Sodré (1899) - Presidente da Câmara
João Bento Silvares (1899) - Presidente da Intendência.
Dr. João dos Santos Neves (1900-1901) - Presidente do Governo Municipal.
Vereadores: Benigno Cosme da Mota, José Abel de Almeida, Clarindo Joaquim de Almeida Fundão, João Bento de Jesus Silvares, Domingos Rocha da Silva Rios e Antonio Rodrigues da Cunha Júnior.
Américo Silvares (1904) - Presidente do Governo Municipal.
Ten. Cel. Domingos Rocha da Silva Rios (1902-1903) - Presidente do Governo Municipal (Era um homem muito rico em propriedades e imóveis e tinha grande comércio no Porto de São Mateus.) 
Vereadores: Constantino Gomes Sodré, Manoel Crispim dos Santos, Taurino José de Almeida, José Joaquim de Almeida Fundão Júnior, João Bento de Jesus Silvares e Martiniano Ozório de Miranda
Américo Silvares (1907 a 1910) - Presidente do Governo Municipal. Era farmacêutico, abolicionista e dominou a política de São Mateus por muitos anos. 
Cel. Wantuil Rodrigues da Cunha (1911-1912) - Presidente do Governo Municipal.
Alvaro Gomes da Cunha (1914-1915) - Presidente do Governo Municipal.
Cel. Wantuil Rodrigues da Cunha (1916-1917-1918) - Presidente do Governo Municipal (O Coronel da Guarda Nacional Wantuil Rodrigues da Cunha era filho do Barão dos Aymorés. No seu governo colocou luz elétrica em São Mateus e fez o calçamento em pedra das ruas da praça de São Mateus até a praça São Benedito. Foi eleito deputado por São Mateus. Wantuyl Corrêa Cunha, o Dr. Wantinho, cientista da Fundação Oswaldo Cruz, atualmente (1998) residindo na sede do distrito de Nestor Gomes, é filho do Coronel Wantuil Rodrigues da Cunha.)
Vereadores: José Abel de Almeida, Cap. Manoel Ribeiro de Figueiredo Silvares, Alfredo Cosme Mota, Caetano Ignácio de Barcellos, Waldemar Correia Henriques e José Conde Rodrigues.
José Abel de Almeida (1918) -  Interino
Alfredo Abel de Almeida (1919) - Interino
Joaquim Monteiro de Moraes (Outubro/1919) - Presidente da Câmara.
Joaquim Teixeira da Silva Júnior (1920-1921) - Interventor.
Vereadores: Graciliano Francisco de Oliveira, Hermes dos Santos Neves, Eleosippo Rodrigues da Cunha, Virgílio Sodré, Adeodato Santos, João Bento de Jesus Silvares e Alfredo Cosme Mota.
Joaquim Teixeira da Silva Júnior (1922) - Presidente do governo (Renuncia para concorrer ao cargo de Deputado Estadual em 08/03/1922).
Graciliano Francisco de Oliveira (09/03/1922) Presidente da Câmara (Graciliano Francisco de Oliveira, o "Seu Grácio", era avô de Otto de Oliveira Neves, prefeito no ano de 1934.)
Hernani Gomes dos Santos (25/03/1922) - Presidente da Câmara
Graciliano Francisco de Oliveira (1924) - Presidente da Câmara
Vereadores: Eleosippo Rodrigues da Cunha, Manoel Oliveira Andrade, Oscar Rodrigues de Oliveira, Alvaro Gomes da Cunha e João Bento de Jesus Silvares.
Cel. Eleosippo Rodrigues da Cunha (1925-1926-1927) - Presidente da Câmara
Henrique Ayres (1928) - Presidente da Câmara (Henrique Ayres governou São Mateus e era diretor da Estrada de Ferro.)
Américo Silvares (1928) - Interino
Aldemar de Oliveira Neves (1929) - Prefeito Municipal
Aldemar de Oliveira Neves era filho de Eugênio dos Santos Neves. Médico Sanitarista recém-formado foi convidado para concorrer à prefeitura de São Mateus e foi o primeiro prefeito eleito pelo povo.
Considerado de oposição às elites da época, assumiu a prefeitura no dia 1º de Janeiro de 1929.
Era militante do movimento socialista no Espírito Santo e, em São Mateus, era apoiado por Graciliano Francisco de Oliveira, avô do ex-prefeito Otto de Oliveira Neves, Wantuil Rodrigues da Cunha e Américo Silvares. Contrário ao seu governo eram o Cel. Eleosippo Rodrigues da Cunha, Manoel Peçanha e Hermes Santos Neves.
Os que faziam oposição ao seu governo não pagavam impostos e Aldemar teve muita dificuldade em governar.
Construiu o mercado do Porto de São Mateus, sem a autorização da Câmara, dominada por Eleosippo Cunha. Construiu a ponte sobre o córrego da Bica e muitas pontes na região de Nova Venécia, com a ajuda da população.
Atendia aos doentes pobres sem nada cobrar e era muito querido pelo povo.
Criou o Grêmio Lítero Recreativo dando vida cultural à cidade.
Ficou neutro durante a Revolução de 30 e por ser militante do movimento socialista foi deposto. Em seu lugar foi nomeado o irmão do desembargador Afonso Lyrio, Orozimbo Correia de Lyrio. 
Foi perseguido durante toda a sua vida por causa de seus ideais marxista e comunista. Teve seus direitos políticos cassados pela Revolução de 1964 sendo demitido de sua Cadeira de Professor de Parasitologia da Faculdade de Medicina da Ufes, mesmo estando de licença médica que acusava uma cardiopatia grave. Morreu em 1972.
Vereadores: João Bento de Jesus Silvares, Antonio de Carvalho, Zenor Pedroza Rocha, Orlando Barbosa dos Santos, Américo Silvares, Clarindo Fundão e Eleosippo Rodrigues da Cunha.
Orozimbo Correa de Lírio - Foi nomeado interventor em  São Mateus em 11 de Novembro de 1930, substituindo Aldhemar de Oliveira Neves que foi deposto pela Ditadura Vargas.
Joaquim Dutra Barroso- Foi nomeado interventor em São Mateus nos anos de 1931/32/33. Foi nomeado também diretor da Estrada de Ferro São Mateus-Nova Venécia. Era mineiro de Mariana e morava em Vila Velha.
Em seu governo contratou Joaquim Pereira Pinto para construir a estrada do outro lado do rio Cricaré, um lugar alagadiço de difícil trabalho. Fez benfeitorias no Porto de São Mateus e concluiu o trecho da estrada de ferro da localidade de Destino até Nova Venécia. Apesar de interventor, aceitava a opinião do povo.
Otto de Oliveira Neves - Foi eleito prefeito de São Mateus em 1934 e depois foi nomeado interventor municipal pelo Major João Punaro Bley, que era interventor federal no Espírito Santo, ficando na Prefeitura até 1945, quando foi eleito deputado estadual. Cumprindo seu primeiro mandato foi reeleito e depois deixou a política.
A administração de Otto foi marcada pela disputa do poder entre os seus seguidores e os seguidores do Coronel Eleosippo Rodrigues da Cunha, o Lolô Cunha, homem de grandes empreendimentos em São Mateus.
A luta pela conquista da terra entre os grandes fazendeiros foi um outro fator importante nesse período por causa da exploração da madeira e da implantação das fazendas de gado.
No governo de Otto, época da II Guerra Mundial, a Força Aérea Brasileira construiu o aeroporto de São Mateus. Os trilhos da Estrada de Ferro para Nova Venécia foram retirados pois a bitola de 0,60 cm da linha férrea era considerada anti-econômica. A prefeitura ganhou em troca o prédio da Estrada de Ferro, localizado na Rua Barão dos Aymorés e a implantação do serviço de água, quando foi construída a caixa d'água da praça de São Mateus. No mesmo trajeto da Estrada de Ferro foi construída a rodovia São Mateus-Nova Venécia.
 As estradas para Boa Esperança e para Linhares também foram obras do período de Otto Neves.
Para o Estado, Otto trabalhou na demarcação das divisas entre o Espírito Santo e Minas Gerais. (Nessa época Barra de São Francisco pertencia a São Mateus e por isso Otto foi convocado pelo governador para ajudar na solução dos conflitos territoriais existentes.)  
Eugênio Neves Cunha - Período Administrativo: de 1945 a 1946
Iran Cardoso e Obed Emerich - Foram nomeados interinamente entre 1946 e 1947
Guilherme Pimentel Filho - Foi nomeado para exercer em comissão o cargo de prefeito em 02/04/1947."  (NARDOTO, 1999. p. 119-124)

 

05 - PREFEITOS E VEREADORES ELEITOS DEPOIS DA DITADURA VARGAS 

 5.1 - Othovarino Duarte Santos
Administração: de 1948 a 31/01/1951
Othovarino Duarte Santos nasceu na localidade de Ferrugem, no Nativo de Barra Nova, distrito de São Mateus. Tomou posse como o primeiro prefeito eleito depois da ditadura de Getúlio Vargas. Era considerado um político sério, mas a prefeitura tinha poucos recursos para a execução de obras.
Vereadores: Salvador Cardoso, Nicanor Motta, Arnóbio Alves de Hollanda, Fidelcino Teixeira de Morais, Zenor Pedrosa Rocha, José Mirabeau Fernandes, Tito Santos Neves, Lauro Conde Rodrigues, Fernando Jogaib, Antenor Nardoto. (Os vereadores não recebiam salários e alguns estavam sempre se ausentando, dando lugar aos suplentes que, muitas vezes, ficavam meses até anos exercendo o mandato. Por isso aparecem mais de nove vereadores na relação.)
Othovarino Duarte Santos foi o primeiro prefeito eleito depois da ditadura de Getúlio Vargas.
Lauro Conde Rodrigues foi o autor do requerimento para a construção da estrada para Guriri.

 

5.2 - Zenor Pedroza Rocha
Período Administrativo: 01/02/1951 a 31/01/1955
No final da sua administração o distrito de Nova Venécia emancipou-se do Município de São Mateus. De suas obras em São Mateus se destaca a construção da praça de São Mateus.
Vereadores:  Antonio Carvalho - presidente em 1951, 1953 e 1954
Flausino Belo Cassimiro - vice (pediu licença de 6 meses -assumiu em seu lugar Arnaldo Gomes de Oliveira), Albino Negris - secretário, Domingos Rocha de Oliveira Rios - presidente em 1952, Darcilio Duarte dos Santos, Tito dos Santos Neves, José Daher, Antonio Daher, Nicanor Mota. Antenor Nardoto, Waldemar Correia Henriques, Lauro Conde Rodrigues assumiram interinamente diversas vezes.

 

5.3 - Roberto Arnizaut Silvares
Período Administrativo: 01/02/1955 a 31/01/1959
Roberto A. Silvares era filho de Américo Silvares e Rita Arnizaut Silvares. Farmacêutico muito querido pelas classes mais humildes, era profundo conhecedor da história do município, inclusive das histórias dos sertões de São Mateus, principalmente em relação aos negros e seus líderes.
Entre os atos do seu primeiro mandato estão a construção do aterro do Nativo de Barra Nova, a ampliação e iluminação do cemitério central, a construção do necrotério, a expansão da Rua Dr. Arlindo Sodré - Centro e a interferência junto ao Governador Francisco Lacerda de Aguiar, em 1956, para que o Ginásio São Mateus, então mantido pela Campanha Nacional de Educandários Gratuitos, fosse encampado ao Estado.
Vereadores:
Alcy Faria Santos, Antenor França, Homero Zordan, José Daher, Otívio de Almeida Cunha, Omyr Leal Bezerra, Wilson Gomes, Othovarino Duarte Santos e Alfredo Motta Filho (Presidente). Miguel Sossai assumiu como suplente.
Roberto Silvares era o farmacêutico dos pobres.

 

5.4 - Othovarino Duarte Santos
Período Administrativo (01/02/1959 a 31/01/1963)
Em seu segundo mandato construiu a estrada ligando a Pedra D'Água ao rio Mariricu. Construiu a primeira ponte sobre esse rio, no entanto, por serem de madeira, os seus pilares foram corroídos pelo buzano, uma pequena lesma muito comum às águas salobras. Tanto a estrada como a ponte foram consideradas desafios difíceis de serem vencidos devido aos poucos recursos de que dispunha a prefeitura. Para se ter uma idéia, boa parte do barro para o capeamento dessa estrada foi carregada em couro arrastado por junta de bois. Depois Othovarino conseguiu uma pequena caçamba que carregava 4 metros cúbicos de barro, o que lhe facilitou o trabalho. Foi ele que também construiu boa parte da estrada do Nativo.
Vereadores: Alfredo Motta Filho (presidente), Omyr Leal Bezerra, Roberto Arnizaut Silvares, Otívio de Almeida Cunha, José João do Sacramento Júnior, Arnaldo Pinheiro de Morais, Ramos de Oliveira Aguiar, Amocim Leite e João Cypriano de Faria.
Miguel Nicolau Caran assumiu algumas vezes como interino.

 

5.5 - Roberto Arnizaut Silvares - Otívio de Almeida Cunha (Vice-prefeito)
Período Administrativo: 01/02/1963 a 31/01/1967
No segundo mandato como prefeito de São Mateus, o farmacêutico Roberto Silvares viveu uma grande crise política que culminou com o seu afastamento. Uma de suas ações mais destacadas  nessa gestão foi encampar o Ginásio Comercial "Professor João Pinto Bandeira" ao município.

Vereadores: Amocim Leite, Nicanor Motta, Nicolau Falcheto, Nelson Gomes, Alfredo Motta Filho, José Mirabeau Fernandes, João Cypriano de Farias, Delson Pereira de Aguiar e Altino Gomes da Luz.
Albino Pinheiro da Silva, assumiu interinamente no lugar de Nelson Gomes, em 19/12/63.
Avelino Olirio de Souza, em 10/09/94, assumiu como suplente
Sebastião Sodré assumiu em 30/11/64, substituindo Nicanor Motta por seu falecimento.
Antenor França assumiu como suplente em 21/12/64.

 

5.6 - Otívio de Almeida Cunha
Assumiu a prefeitura em 08/03/1965 em substituição ao prefeito Roberto Silvares que foi forçado pela Câmara (lei nº 707/65) a renunciar, permanecendo no cargo até o final do mandato.
Em sua administração foi construida a segunda ponte sobre o rio Mariricu, com pilares em concreto armado. Essa ponte foi utilizada até a inauguração da terceira ponte, no dia 16 de janeiro de 1998
No final de sua administração iniciou-se a implantação do Saae - Serviço Autônomo de Água e Esgoto.
Elegeu o seu sucessor, Wilson Gomes, que muito contribuiu na construção da ponte sobre o rio Mariricu, funcionando como encarregado daquela obra.

Otívio de Almeida Cunha é neto do Barão dos Aymorés.
No dia da inauguração da segunda ponte sobre o rio Mariricu, uma multidão foi levada até o local, em procissão com a imagem do padroeiro São Mateus, organizada pelo bispo Dom José.
 

 

5.7 - Wilson Gomes Foto
Período Administrativo: 01/02/1967 a 31/01/1971
A construção da ponte sobre o rio Mariricu lhe assegurou a vitória nas urnas. Sua desenvoltura e dinamismo levou São Mateus a experimentar um período de grande desenvolvimento.
Nesse período as prefeituras de todo o Brasil passavam por profundas reformas e recebiam mais recursos. Wilson implantou os serviços de água e esgoto em boa parte da cidade e no distrito de Jaguaré, através do Saae que era gerenciado pela Fundação Nacional de Saúde.
Para modernizar o traçado urbano da cidade, abriu vários becos que transformou em amplas avenidas; colocou calçamento em paralelepípedo em várias ruas e avenidas; abriu a Av. Jones Santos Neves, do Centro da cidade até a BR 101, no Ribeirão; construiu o mercado municipal; construiu, em parceria com a Viação Itapemirim, a Rodoviária e a Praça Mesquita Neto, e realizou outras obras importantes para a infraestrutura da cidade.
Durante o seu governo o município passou a receber energia da Escelsa e a contar com o serviço de telefonia.
Vereadores: Humberto Conde Rios, José de Oliveira Brinco, Murilo Fundão, Francisco Barbosa Sobrinho, Ruy Alves Barbosa, Gerson Amorim, Zenor Quinquim, Pedro Sossai e Antenor França.
Assumiram como suplentes algumas vezes: Altino Gomes da Luz, Aldo de Araujo Fernandes e Clarindo Zanote Altoé.

 

 5.8 - Danilo Pirola Lyrio
Período Administrativo: 01/02/1971 a 31/01/1973
O governo de Danilo Pirola, por ter sido de curta duração - mandato tampão - foi caracterizado por obras de calçamento de ruas e algumas obras no interior do município.
Vereadores: Elizeu Sarlo Marily, Paschoal Brioschi, Alfredo Motta Neto, Murilo Fundão, Altino Gomes Luz, Roberto Arnizaut Silvares, Zenor Quinquim, Crispiniano Ceruti e Manoel Moreira Braga.

 

5.9 - Amocim Leite - Jackson Mendonça Bahia (Vice-prefeito)
Período Administrativo: 01/02/1973 a 31/01/1977
Foi o primeiro prefeito negro da história de São Mateus. Sua administração foi marcada por obras voltadas para os mais pobres. O seu primeiro projeto de lei encaminhado à Câmara foi um pedido de autorização para comprar um trator de esteira, pois naquela época a população rural era maioria e o atendimento ao interior era precário. O segundo projeto foi para comprar uma ambulância.
Amocim construiu o Pronto Socorro Municipal, com a finalidade de atender a população carente que deixava o campo e iniciava a formação de favelas na periferia da cidade.
A sua condição de semi-analfabeto e negro, numa cidade cujo preconceito racial ainda se mantinha forte, levou as lideranças políticas locais a se posicionarem contra o prefeito.
Mergulhado numa grave crise política, em meados de 1976 a Câmara de Vereadores cassou o seu mandato político, alegando uma série de irregularidades administrativas. (Quando Amocim Leite obteve nas urnas a vitória como prefeito de São Mateus, em 1972, o Brasil vivia o período da ditadura militar. O Movimento Democrático Brasileiro - MDB, era o único partido de oposição ao Governo. Apenas São Mateus e Vila Velha, as duas cidades mais velhas do Espírito Santo, conseguiram eleger prefeitos de oposição, numa época em que pertencer a um partido contrário ao Governo podia trazer sérios constrangimentos de ordem pessoal e familiar, como prisões, perseguições, perda de emprego e até isolamento por parte da sociedade.        
Outro aspecto a ser evidenciado é que a cidade ainda não tinha se livrado totalmente de sua condição escravocrata e o preconceito racial era tão forte que a um negro não era permitida a entrada nos clubes sociais, principalmente no Clube Ouro Negro.)
Amocim tomou posse exatamente nesse clube e foi o primeiro negro a frequentá-lo
.) 
Vereadores: Pedro Sossai, Elizeu Sarlo Marily, Almiro Altoé, José de Oliveira Brinco, Luiz Barbosa dos Santos, Manoel Moreira Braga, Antonio Carlos Sossai, Humberto Cardoso e Antonio Costa Leal.

 

5.10 - Jackson Mendonça Bahia
Assumiu a prefeitura na metade do ano de 1976, em substituição ao prefeito Amocim Leite, afastado por ato da Câmara. Deu prosseguimento às obras do seu antecessor, concluindo o Pronto Socorro e o calçamento de algumas ruas e avenidas.

 

5.11 - Gualter Nunes Loureiro - Tulio Pariz (vice-prefeito) Foto
Período Administrativo: 01/02/1977 a 31/01/1981
A eleição do prefeito Gualter Nunes Loureiro, um grande proprietário rural de São Mateus, foi articulada pelas lideranças das comunidades católicas, principalmente as rurais, que motivadas por um forte trabalho da Igreja, que tentava organizar politicamente o povo, se mobilizaram em função do seu nome para melhor estruturar o município.
Gualter conseguiu moralizar o nome da Prefeitura que não tinha nenhum crédito junto à população e também ser respeitado em todo o Estado, apesar de estar no Movimento Democrático Brasileiro - MDB, partido de oposição ao Governo Estadual e Federal.
A Prefeitura passou a contar com uma estrutura administrativa organizada (contabilidade, setor pessoal, setor de compras, cadastro de imóveis, gabinete, etc) e um serviço de atendimento público eficiente, com máquinas e caminhões fazendo estradas no interior, calçamento de ruas no centro, implantação de redes de esgoto na zona urbana, implantação de serviços de água tratada no interior, ampliação do loteamento de Guriri
com implantação das redes de energia elétrica naquele balneário, construção de pontes, estradas e terreiros de café no interior e outras obras de muita importância para o desenvolvimento do município.
Prestava contas da administração às comunidades, todos os anos e se reunia com elas para elaborar o orçamento municipal.
Não andava em carro oficial e deixou a prefeitura sem nenhuma dívida, pagando inclusive o INPS (atual INSS) de todos os servidores celetistas. Abriu concurso público para os servidores, recuperou a credibilidade do ensino municipal e durante seu governo foram construidas muitas das escolas rurais de São Mateus.
Ampliou o Mercado Municipal para atender os agricultores e prestou toda a assistência necessária ao desenvolvimento da agricultura do município.
O Governo Federal conseguiu aprovar no Congresso a prorrogação dos mandatos dos prefeitos de então, por mais dois anos. Gualter não aceitou a prorrogação. Assumiu em seu lugar o professor Túlio Pariz, seu vice-prefeito.   
Vereadores: Arnaldo de Aguiar Bastos, Domingos Sávio Pinto Martins, Manoel Moreira Braga, Lizete Conde Rios Cavalcante (Em 24 de Junho de 1979, com a morte da vereadora Lizete Conde Rios Cavalcante, assumiu em seu lugar Luiz Barbosa dos Santos. Outra substituição aconteceu quando o vereador Arnaldo Aguiar Bastos renunciou ao mandato, tendo em vista o seu ingresso na Defensoria Pública. Em seu lugar assumiu Jonas Bastos.), Sérgio Beltrame, Zoel Bonomo, Oziris Carlos Pancini, Waldemar Rosa e Marlusse Pestana Daher.

 

5.12 - Tulio Pariz - Período Administrativo: (01/02/1981 a 31/01/1983)
Túlio Pariz era professor em Jaguaré, o distrito mateense de maior desenvolvimento, na época.
Ao assumir a Prefeitura deu prosseguimento ao trabalho do seu antecessor, Gualter Nunes Loureiro, inclusive deixando permanecer o mesmo secretariado.
Durante a sua administração aconteceu a emancipação de Jaguaré.
Em São Mateus, deixou como marca a construção do Ginásio Municipal de Esportes, a abertura da Av. José Tozzi no trecho entre a Av. Jones dos Santos Neves e a Rua da Liberdade e outras obras de calçamento de ruas na zona urbana.
No seu governo contribuiu para a construção do prédio da Delegacia de Polícia, obra realizada sob a coordenação do Tenente Roberson Maia, que também era o delegado de Polícia e supervisão do promotor de Justiça, Dr. José Adalberto Dazzi.
Houve prosseguimento no trabalho de estruturação do ensino e grande apoio ao movimento cultural de São Mateus.
Foi iniciada em seu governo a programação "Verão Guriri", com shows de artistas da terra e atividades esportivas.
Na inauguração do Ginásio de Esportes foi apresentado o show da cantora Elba Ramalho.

 

5.13 - Amocim Leite - Wallas Batista de Oliveira (vice-prefeito)
Período Administrativo: 01/02/1983 a 31/12/1988
Eleito pela segunda vez prefeito, Amocim Leite foi obrigado a enfrentar como adversário o seu próprio vice-prefeito, Wallas Batista de Oliveira.
Nesse mandato, destaca-se o início da Restauração do Porto, com a recuperação dos casarões geminados que foram adaptados para o funcionamento de uma escola naquele bairro. Essa obra foi executada com recursos da própria municipalidade.
Também nessa administração Amocim adquiriu e reformou o prédio onde funciona, atualmente, a Prefeitura Municipal.
Com pouco mais de dois anos de governo a Câmara Municipal novamente afastou o prefeito Amocim, empossando em seu lugar o seu vice.

 

5.14 - Wallas Batista de Oliveira Foto
Com o afastamento do prefeito eleito Amocim Leite pela Câmara, Wallas assumiu a prefeitura em setembro de 1985, ficando no cargo até 31/12/1988. 
Foi um governo marcado por atitudes extemporâneas. Era bastante visível o seu domínio sobre os outros poderes constituídos no município. Tudo isso, somado à sua atitude autoritária, gerou grande descontentamento popular.
Muitos funcionários foram demitidos e perseguidos, principalmente os que eram ligados ao ex-prefeito.
No seu governo a Prefeitura fez a ampliação do Forum de São Mateus, pagou hotel e restaurante para o chefe do Judiciário local, além de combustível, sob a justificativa que, na época, seus salários eram baixos.
Adotou um sistema de segurança pessoal onde mantinha policiais militares que sempre o acompanhavam.
Com a adoção do Plano Cruzado pelo Governo Federal, em 1986, as prefeituras  passaram a arrecadar mais de 200% do orçamento previsto. Isso permitiu que no ano de 1986 a prefeitura de São Mateus executasse muitas obras. Já no ano de 1987 a receita diminuiu. Mesmo assim ficou muito além da de 1985.
Há de se destacar em seu governo o calçamento de muitas ruas e avenidas, a compra de veículos, a construção de casas para desabrigados, a realização de grandes festas e outras obras.
Apoiou a cultura e o turismo e, implantando uma moderna iluminação na Igreja Velha, realçou a beleza daquele monumento histórico.
A educação teve bom funcionamento. Como destaque nessa área, citamos a construção do prédio da Escola Professor João Pinto Bandeira, cuja obra foi executada, em torno de 40%, durante o seu mandato.
No último ano de seu mandato a receita voltou a ser igual a de 1985, transformando sua administração num desastre, nos últimos meses.
Os funcionários ficaram sem os pagamentos dos meses de novembro, dezembro e 13º salário. A limpeza pública foi suspensa e sua popularidade caiu muito.
Vereadores:
Jorge Mendonça da Silva, Júlio Euclides de Oliveira, Manoel Moreira Braga, Matheus Cunha Fundão e Sergio Beltrame, eleitos pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro;
Antonio Carlos Pirola, Iosana Fundão Azevedo, Luis Barbosa dos Santos e Jorge Correia da Silva, eleitos pelo Partido da Frente Liberal.
Matheus Cunha Fundão foi eleito Presidente da Câmara, para o período de 1983 a 1984.   

 

5.15 - Pedro dos Santos Alves - Antonio Carlos Sossai (vice-prefeito) Foto
Período Administrativo: 01/01/1989 a 31/12/1992
Pedro dos Santos Alves, o Dr. Pedro, é um médico paraibano que mora em São Mateus há mais de 20 anos e sempre militou na política local. Trata-se de um médico humanitário muito querido pelas classes mais pobres da população.
O seu primeiro e único mandato foi de prefeito, tendo conseguido uma votação expressiva que suplantou o somatório dos votos dos concorrentes. (Na campanha política, disputando contra um candidato apoiado pelo prefeito Wallas Batista de Oliveira, foi obrigado a enfrentar um processo na Justiça Eleitoral, por problemas na formação do diretório, que, por pouco, o deixava fora da disputa.)
Concluiu as obras de construção do prédio da Escola João Pinto Bandeira (60% da obra); pavimentou as avenidas Oceano Atlântico (em Guriri) e Cricaré (do Porto a BR 101 e ao bairro Ponte); pavimentou a rua Sete de Setembro, as ladeiras da Ponte, da Cacique e da Santa Inês, a rua Nova Venécia e transversais, e muitas outras.
Executou um grande programa de saneamento básico em toda a área urbana, destacando-se a implantação dos serviços de água nos bairros Seac, Bonsucesso I e II e a implantação das redes de esgoto nos bairros Mateense e Aviação.
Implantou cerca de 300 km de eletrificação rural no município, em convênio com o Governo do Estado; colocou rede de energia elétrica nos bairros Mateense, Seac, parte do Guriri, Bonsucesso I e II, e em várias ruas de bairros e da sede do distrito de Nestor Gomes.
Construiu o novo cemitério no bairro Aviação.
Construiu a Escola Maria da Cunha Fundão, no bairro Seac; iniciou a construção das Escolas Convergentes do Nativo de Barra Nova e Santa Maria.
No seu governo foi instalado o Serviço de Telefonia em Guriri e implantada a Ceunes;
Implantou vários cursos de 5ª a 8ª séries e de segundo grau, inclusive no interior e foi grande incentivador da cultura local e do turismo. No seu mandato aconteceu a restauração de vários  casarões no Porto de São Mateus (Câmara Municipal, Arquivo, Biblioteca e Secretaria da Cultura, Posto Médico e Mercado Municipal). Foram desapropriados e indenizados três sobrados.
A ocupação desses casarões, restaurados com recursos da Aracruz Celulose S/A, aconteceu nos anos 90/91, contribuindo para a reintegração daquele bairro ao contexto urbano e a elevação da auto-estima dos seus moradores. (A transferência da sede da Câmara Municipal para o Porto e a ocupação de outros casarios como a Biblioteca Pública, o Arquivo Público e a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, esse bairro recebeu melhor tratamento por parte da municipalidade. Foram implantadas redes de esgoto em várias ruas, instalou-se um orelhão, houve melhoria na limpeza pública e na iluminação das ladeiras de acesso e de todo o bairro. Além desses melhoramentos, foi instalado o Posto Médico em um dos casarões do Porto e solicitado a Viação São Gabriel a extensão da linha até aquele bairro.)
O atendimento à saúde pública foi destaque no seu governo, com a implantação de vários postos de saúde e a melhoria do atendimento no Pronto Socorro Municipal.
O serviço de água do Guriri recebeu investimentos que triplicaram sua capacidade. Em São Mateus, com recursos da prefeitura, foi ampliada a Estação de Tratamento de água, duplicando a sua produção.
Vereadores: Ericson Pessanha Filho, Antenor Malverdi Filho, Waldemar Morais,  Antonio Carlos Pirola, Carlos Sossai Neto e Luis Barbosa dos Santos (Com a morte deste vereador assumiu o em seu lugar Antonio Pereira), eleitos pelo PDT; Antonio Gomes, Manoel Endlich e Agilson Segantine, eleitos pelo PTB; Sebastião Maciel de Aguiar, Geraldo Perim e José Barros, eleitos pelo PT e Jorge Mendonça da Silva, Matheus Cunha Fundão, Wallace Castelo Dutra, José Raymundo de Freitas e Julio Euclides de Oliveira, pelo PMDB;
Presidentes da Câmara: - Ericson Pessanha Filho, eleito para o período 1989/90
- Matheus Cunha Fundão, eleito para o período 1991/92
Na administração de Pedro dos Santos Alves foi implantada a Ceunes em São Mateus.

5.16 - Amocim Leite  -  Lemoel Luiz de Oliveira (vice-prefeito) Foto

Período Administrativo: 01/01/1993 A 31/12/1996
Tendo em vista as cassações dos seus mandatos anteriores e estando na disputa eleitoral o seu arquiinimigo, o ex-prefeito Wallas Batista de Oliveira, Amocim Leite teve grandes dificuldades em manter o seu nome como candidato a prefeito. (Wallas Batista tinha como candidato a vice-prefeito em sua chapa um outro grande empresário, Carlos Baromeu Lopes (atualmente Rui Carlos Baromeu Lopes), homem de grande trânsito no Poder Judiciário do Estado.)
A disputa eleitoral estava polarizada entre esses dois candidatos e uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral -TRE, cassou a candidatura de Amocim Leite. Porém, para surpresa do seu adversário Wallas Batista, a saída de Amocim da disputa não fazia crescer as intenções de voto do eleitorado a seu favor e sim para um terceiro candidato, o jovem desportista Carlos Alberto Lyrio.
Esse resultado apresentado pelas pesquisas contratadas pelos dois empresários, os deixou preocupados.

Faltando poucos dias para o pleito, uma nova decisão surpreendeu a cidade. Uma liminar do TRE  permitiu o retorno de Amocim Leite como candidato.
O resultado da eleição foi amplamente favorável a Amocim Leite, ficando Wallas Batista de Oliveira em segundo lugar.
Faltando poucos dias para o pleito, uma nova decisão surpreendeu a cidade. Uma liminar do TRE  permitiu o retorno de Amocim Leite como candidato.

O resultado da eleição foi amplamente favorável a Amocim Leite, ficando Wallas Batista de Oliveira em segundo lugar.
Dias antes de ser diplomado prefeito, Amocim Leite e todo o povo de São Mateus foram surpreendidos por uma decisão inusitada do TRE, que decidiu anular o resultado da eleição, diplomando   como prefeito Wallas Batista de Oliveira e como vice-prefeito Carlos Baromeu Lopes, segundo colocados na disputa. (A diplomação de Wallas Batista e Rui Baromeu foi realizada nas dependências do Hill Park Hotel, de propriedade de Carlos Baromeu Lopes.
 -  A lei eleitoral vigente permite a posse do segundo colocado na disputa para o caso do vencedor não tomar posse, desde que o primeiro não tenha alcançado mais de 50% dos votos do eleitorado.)  
Faltando uma semana para a posse de posse de Wallas e Baromeu, populares invadiram o prédio da Prefeitura exigindo a posse do prefeito eleito pelo povo.
Diante do apoio de todos os segmentos organizados da sociedade local, o Tribunal Superior Eleitoral concedeu liminar dando posse ao prefeito eleito nas urnas, Amocim Leite, sepultando as pretensões dos dois empresários.
Amocim Leite tomou posse no dia 1º de janeiro de 1993 e cumpriu o seu terceiro mandato de prefeito.
Como obras marcantes de sua administração podemos citar o asfaltamento das ruas do centro da cidade, calçamento da maioria das ruas do bairro Vila Nova, calçamento de algumas ruas em Guriri, Santo Antonio, Sernamby, Boa Vista, Cacique, e outros bairros;
Concluiu a estrada para Barra Nova; implantou vários quilômetros de rede de eletrificação rural; Fez a ampliação do prédio do Pronto Socorro e construiu unidades de saúde em vários bairros; Adquiriu vários ônibus no Canadá, para transporte de alunos; Implantou rede de esgoto nos bairros Aroeira, Seac (inclusive com Estação de Tratamento de Esgoto), Morada do Ribeirão, parte do Bonsucesso II, e outros bairros; Implantou os interceptores de esgotos retirando os despejos nos córregos de Vila Nova, Malaquias, Abissínia e Ribeirão; Implantou Serviço de Água Tratada em Santa Leocádia (Km 23), Santa Maria (nova captação) e serviço de esgoto sanitário em Nova Lima (inclusive com estação de tratamento de esgoto); Substituiu a iluminação a vapor de mercúrio das principais ruas e avenidas da cidade por iluminação a vapor de sódio e realizou outras obras.
O Governo Federal construiu um prédio moderno para o funcionamento do Centro de Apoio Integral à Criança - CAIC, durante o seu mandato.
Vereadores: Antonio Carlos Pirola, Carlos Sossai Neto, Wallace Castelo Dutra, Jorge Mendonça da Silva, Manoel Endlich, Júlio Euclides de Oliveira,  Matheus Cunha Fundão, Jorge Silva, Valtenir Vinhati do Carmo, Waldemar Morais, Carlos Queiroz, Waldemir Andrade de Santana, Wanderley Marcos Malacarne, Pedro Moreira Lopes, Nilton Polato Barbosa, Laurindo Samaritano e Iosana Fundão Azevedo.
Presidentes da Câmara: - Antonio Carlos Pirola eleito para o ano de 1993 e reeleito de 1994; - Carlos Sossai Neto assumiu a presidência em meados de 1994 com a renúncia do Pirola; - Manoel Endlich eleito para o ano de 1995 e 1996
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5.17 - Rui Carlos Baromeu Lopes - Adilson Bonomo (vice-prefeito) Foto
Período administrativo: 01/01/1987 a 31/12/2000

Rui Carlos Baromeu Lopes, natural da Bahia, chegou ao Espírito Santo ainda criança.
Foi o primeiro prefeito a terceirizar o serviço de limpeza pública urbana, que foi considerado o melhor serviço prestado ao público pela Prefeitura, em sua administração.. Era executado pela empresa RR Saneamento e Serviços Ltda.
Na sua administração investiu na melhoria da infra-estrutura dos balneários de Guriri, onde construiu um Portal, implantou uma boa iluminação em 2 km de rodovia e ampliou o abastecimento de água; de Barra Nova, para onde levou energia e Campo Grande, onde foram construídas a estrada de acesso e a rede de energia elétrica (em implantação).
Conseguiu, em parceria com os Governos Estadual e Federal, trazer muitos investimentos para o município como a restauração do Sítio Histórico do Porto de São Mateus (Os recursos para a restauração do Sítio Histórico do Porto de São Mateus vieram do Ministério da Cultura e Esportes  e do Governo do Estado do Espírito Santo, através da Secretaria de Estado da Cultura e Esportes.), término da construção da ponte sobre o rio Mariricu, reforma e ampliação do prédio da Escola Ceciliano Abel de Almeida, reforma do prédios do Posto de Saúde e da Coletoria Estadual, construção de várias escolas e quadras poli-esportivas, implantação de redes de esgoto no bairro Bonsucesso (Os recursos federais utilizados nessa obra foram viabilizados graças às emendas orçamentárias aprovadas no Orçamento da União, de autoria da deputada federal Rita Camata e do deputado federal Adelson Salvador.), construção de casas populares e modernização do Aeroporto.
Vereadores:
Benedito Barbosa Filho, Aguilar Inácio Gaigher e Paulo Roberto Ferreira, eleitos pelo Partido dos Trabalhadores;
Nilton Polato Barbosa e Aguinaldo Bastos, eleitos pelo Partido Trabalhista Brasileiro;
Ademilson Pimentel, Édio Miranda Lisboa e Francisco Botelho Neto, eleitos pelo Partido da Mobilização Nacional;
Wallace Castelo Dutra, Carlos Sossai Neto e Laurindo Samaritano, eleitos pelo Partido da Frente Liberal;
Manoel Pessanha Neto, eleito pelo Partido da Social Democracia Brasileira;
Manoel Endlich, Jorge Mendonça da Silva, Valtenir Vinhati do Carmo, Ailton Cafeu e Lauro Santos Barbosa, eleitos pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro.
Presidente da Câmara:
Francisco Botelho Neto - eleito para o ano de 1997 e reeleito para o ano de 1998; Wallace Castello Dutra / Aguinaldo Bastos, em 1999; e Ademilson Pimentel, em 2000.
(Por decisão da Justiça Eleitoral, os vereadores Wallace Castello Dutra e Lauro Santos Barbosa perderam os mandatos, assumindo as vagas os vereadores Carlos Alberto Gomes Alves e José Ferreira, o José Brasil, respectivamente. Com a perda do mandato do vereador Wallace, a presidência passou a ser ocupada pelo vereador Aguinaldo Bastos.)

5.18 - Lauriano Marco Zancanela - Paulo Roberto Ferreira (vice-prefeito)
Período administrativo: 01/01/2001 a 31/12/2004
O prefeito Lauriano Marco Zancanela é mateense e foi eleito graças a união de vários partidos, entidades e movimentos sociais organizados que defendiam a idéia de se implantar
no município um governo de participação popular, voltado, principalmente, para o resgate da moralidade pública.
Iniciou a sua administração pagando dívidas com os funcionários e fornecedores e apoiando a cultura popular.
Com a participação da população foram reunidas, em apenas 30 dias, várias peças para a montagem do Museu de São Mateus, que foi inaugurado no dia 3 de fevereiro de 2001.
Até o mês de setembro de 2001 já havia entregado várias obras de infra-estrutura como asfaltamento de ruas e avenidas, implantação de redes de energia para o interior,
construção, reforma e ampliação de escolas, modernização de praças e início da construção do sistema de tratamento de esgoto do balneário de Guriri.
Na área cultural o grande acontecimento foi a realização da ópera “O Guarani”, no Sítio Histórico Porto de São Mateus, organizada e patrocinada pela Secretaria de Estado de
Cultura, em parceria com o Ministério da Cultura e a Prefeitura de São Mateus.
O restabelecimento do convênio entre a prefeitura e a UFES visando o retorno da interiorização do ensino universitário para São Mateus é considerado um dos grandes feitos de sua
administração.
Vereadores:
Ademilson Pimentel, Judson Barbosa Rocha, Ailton Cafeu e Carlos Alberto Gomes Alves, eleitos pelo PMN;
Wallace Castelo Dutra, Nilis Catsberg e Carlos Sossai Neto, pela coligação do PV e do PMDB;
Lauro Santos Barbosa, Édio Miranda Lisboa, Evanete Negris e Arino Ferreira, pela Coligação do PTB/PPB/PSB/PSDB/PCdo B;
Paulo Justiniano dos Santos, Valdemar Moraes e Antonio Gomes, pela coligação do PFL/PSC;
Valter Luiz Pigati e Gilton Gomes de Jesus, pela coligação do PL/PDT; e
Eduardo de Biazi pela coligação do PT/PPS/PSL/PRTB            (NARDOTO, 1999. p. 125-140)

foto

 

5.19 - Lauriano Marco Zancanela - Antonio Gomes (vice-prefeito)
Período administrativo: 01/01/2005 a 31/12/2008
Vereadores: Ailton Cafeu (PMN), André Orlandi Nardoto (PC do B), Arino Braga, Carlos Alberto Gomes Alves e Jorge Luiz Recla de Jesus (PP), Clebson Coutinho Bazoni, Izael
Rodrigues Aguilar e Paulo Rodrigues de Mattos (PAN), Francisco Botelho Neto (PTB), José Ferreira e Manoel Endlich (PTC)
* Jailson Barbosa assumiu no lugar de Clebson Coutinho Bazoni por 4 meses

5.20 - Amadeu Boroto - Mauro Jorge  Peruchi (vice-prefeito)
Período Administrativo: 01/01/2009 a 31/12/2012
Vereadores:  André Orlandi Nardoto (PC do B) - Tomou posse e pediu licença para assumir a Secretaria Municipal de Educação. Em seu lugar assumiu Florisvaldo de Souza
(PMDB), Arino Braga e Carlos Alberto Gomes Alves (PP), Carlinho Simião Correia (PSDC), Eneias Zanelato Carvalho (PT), Francisco Amaro de Alencar Oliveira (PT do B), Isael Rodrigues Aguilar (PV), Jailson Barbosa e Roberto Pedro de Assis (PSB), Vilmar Gonçalves de Oliveira (PSL) e Wanderlei Segantini (PMDB).

06 - REFERÊNCIAS

 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
* A maior parte dos textos aqui publicados foram transcritos do livro História de São Mateus, abaixo citado, com autorização da Edal Editora Atlântica Ltda, proprietária dos direitos autorais.
* BICALHO, Maria Fernanda. As Câmaras Municipais no Império Português: O Exemplo do Rio de Janeiro .  Revista Brasileira de História, São Paulo, versionPrint ISSN 0102-0188, vol. 18 n. 36, 1998. doi: 10.1590/S0102-01881998000200011 - Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-01881998000200011
* BOXER, C. R. O Império Colonial Português (1415-1825). Lisboa, Edições 70, 1981.
* LAXE, João Baptista Cortines - Câmaras municipais (histórico). Rio de Janeiro: B.L. Garnier, 1885.
* NARDOTO, Eliezer Ortolani e LIMA, Herinéa. História de São Mateus. São Mateus: Edal, 1999.

 

 

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