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SAMATEL - SOC. MAQ. MATEENSE LTDA

SAMATEL – Sociedade de Máquinas Mateense Ltda.
Av. Jones dos Santos Neves, 387 – Centro – São Mateus – ES  CEP: 29.930-015
Telefone:(27)3763-1171    E-mail: samatel@veloxmail.com.br

            

A idéia de montar uma loja para comercialização de equipamentos de pesca em São Mateus, no estado do Espírito Santo, surgiu em 1988, quando Aristeu Frinhani, junto com Layneck e José de Arimatéia, funcionários do Banco do Brasil desta mesma cidade, foi à loja do Sr. Oraldo Lyrio comprar anzóis para realizarem uma pescaria.
Esse era o único estabelecimento comercial na cidade que revendia alguns tipos de anzóis e linhas de pesca.
Como eram poucos os itens que essa loja oferecia, José de Arimatéia, que era o gerente do banco, deu a idéia de irem ao vizinho município de Linhares para comprar o material que estavam precisando.
Nessa viagem, o Layneck sugeriu que Aristeu montasse uma loja de material para pesca que seria um bom negócio.
Em Linhares já havia boas lojas desse material e Aristeu, pescou muito no Rio Doce e nas lagoas daquele município, quando lá morou por muitos anos.
Logo depois desse episódio, Aristeu passou a vender material para pesca em sua loja – a SAMATEL – localizada na BR 101, em São Mateus.
Para contar como Aristeu Frinhani veio se estabelecer em São Mateus, vamos voltar um pouco no tempo.
Aristeu Frinhani nasceu no município de Aracruz, em setembro de 1940. É descendente de imigrantes italianos. Seus pais são Estevão Frinhani e  Florianita Bustamante Frinhani.
Seus avós paternos são Ângelo Frinhani e Carolina Frinhani. Seus avós maternos são Nelson Bustamante e Maria Bustamante
Em 1947 sua família mudou-se para Linhares onde recebeu toda a sua formação profissional.
Trabalhou muito em terraplanagem na empresa Ribeiro Santos.
Trabalhando nessa empresa, em 1958 foi para o Rio de Janeiro. Lá trabalhou como torneiro mecânico e mecânico de máquinas pesadas.
Em 1967 voltou para Linhares e foi trabalhar na Linhares Diesel.
Depois foi trabalhar na Docemade, uma das empresas ligadas à Companhia Vale do Rio Doce, então uma grande empresa estatal.
Foi trabalhando na Docemade que veio para São Mateus, em 1971, para a retirada de dormentes para serem utilizados na duplicação da Estrada de Ferro Vitória-Minas.
Conta Aristeu que “só de uma propriedade que a Docemade adquiriu do Sr. Matheus Fundão, foram derrubados 250 alqueires de mata Atlântica nesse município”.
Depois de retirada a madeira de lei para fabricação dos dormentes, o restante era queimado. O terreno, então, era preparado para receber o plantio de eucalipto para a fabricação de carvão vegetal que a empresa utiliza na fabricação do aço.
Aristeu era encarregado de transportes e sugeriu a utilização da moto serra.
Saindo da Docemade foi trabalhar na empresa Piana para vender moto serra.
Depois montou em Linhares a Limaq – Linhares Máquinas Ltda. Como não estava dando muito certo, Aristeu vendeu a sua parte para os outros sócios.
Trabalhando na região norte há muito tempo e sendo bastante conhecido dos proprietários de indústrias de moto serra, aconteceu que o dono da Intertec sugeriu ao Sr. Pinheiro Dias, proprietário de uma empresa de São Mateus que trabalhava nessa área, que vendesse sua empresa para Aristeu.
Aristeu comprou a empresa e colocou o nome “Samatel Sociedade de Máquinas Mateense Ltda.
Conta Aristeu que os nomes das empresas que montou sempre têm relação com o nome dos municípios em que estão situadas. Foi o caso da “Limaq”, que significa Linhares Máquinas e a “Samatel”, Sociedade de Máquinas Mateense. 
A Samatel começou na BR 101, perto do posto Esso, num prédio que pertencia a Adilson Bonomo, o Bonominho, no ano de 1976. Depois se mudou para outro prédio próximo, no térreo do Hotel do Sr. Vlady.
Era em sociedade com Carlos Alberto Baldow , que trabalhou com Aristeu em Linhares.
“Como era uma pessoa de confiança, eu o chamei para ser meu sócio. Ele ficava com a parte administrativa e eu com a comercial”, disse Aristeu.
Durante a administração do prefeito Gualter Nunes Loureiro (01/02/1977 a 31/01/1981), Aristeu conseguiu o Título de Aforamento de um terreno que havia adquirido na BR 101, na entrada do bairro Vila Nova onde construiu um prédio no qual montou a sua grande loja. (atualmente – novembro 2009 – está localizada a Caliman Tintas)
“Eu votei em você para prefeito, em 1982, a pedido de Dr. Arnaldinho Bastos, e só agora eu estou conhecendo você pessoalmente”, falou Aristeu durante a entrevista concedida ao historiador Eliezer Nardoto.
A Samatel vendia peças e equipamentos agrícolas para o norte do Espírito Santo e Sul da Bahia. Chegou a ter filiais em Teixeira de Freitas e Itamaraju.
Na loja de São Mateus já vendia também material de pesca.
Em 1988 dissolveram a sociedade e Baldow ficou com as lojas de Teixeira e de Itamaraju.
Foi vendida uma fazenda que possuíam em Itamaraju. Dividiram o dinheiro. A loja de São Mateus Aristeu vendeu para pagar dívidas e montar um novo negócio.
Aristeu já trabalhava com equipamentos de pesca na loja da BR 101 já fazia algum tempo, porque, com a chegada das máquinas de corte do eucalipto, a venda de motos serras estava em baixa e a diversificação era necessária.
Com o fim da sociedade Aristeu montou a sua loja só com equipamento de pesca na Av. Jones dos Santos Neves, no centro da cidade de São Mateus, em 1988.
Conta Aristeu que a maior dificuldade que passou foi no plano econômico do Sarney. “Só melhorou com o governo do Fernando Henrique, com a estabilização econômica” diz Aristeu que, em 1996, passou a administração da loja para o filho Fábio Frinhani.
Fábio começou a trabalhar quando tinha de 11 para 12 anos como mecânico de moto serra e motores estacionários, quando o pai montou a loja na BR 101, em São Mateus.
Fábio ficou sete anos trabalhando na oficina. Depois foi para o escritório, assumindo todo o comando da loja em 1996.
Atualmente (2009) a loja está consolidada, com boa clientela, comercializando uma variedade de produtos de pesca, sob a administração de Fábio.
Fábio casou-se com Sheila e tem dois filhos.
Aristeu Frinhani é casado com Marlene Ferreira Frinhani. Além do filho Fábio, três filhas formam a família Frinhani: Rosângela, Fátima e Marlene.

                                                                        

Texto de Eliezer Ortolani Nardoto, baseado em entrevista concedida por Aristeu Frinhani em novembro de 2009. 

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